O incómodo dos bons resultados
Enquanto alguns partidos insistem em retratar a Madeira como uma região “que está a falhar em tudo o que importa”, o Governo Regional responde com políticas concretas, resultados mensuráveis e uma estratégia de desenvolvimento que não se deixa abalar pelo ruído político.
A Madeira não está parada, nem em declínio. Está a crescer, a empregar e a reforçar a sua base económica e social. A economia regional soma 59 meses consecutivos de crescimento, e o PIB atingiu os 8 mil milhões de euros em 2025, praticamente duplicando em dez anos. Esse crescimento sustentado traduz-se em mais investimento, mais emprego e maior rendimento para as famílias.
Os salários subiram cerca de 12% em dois anos, com o salário médio a crescer 6,3% em 2024 e 5,2% em 2025, atingindo os 1610 euros de remuneração bruta mensal média. O salário mínimo regional também aumentou de 850 euros, em 2024, para 980 euros, em 2026, uma subida de 15,3% em apenas dois anos, colocando a Madeira com o valor mais elevado do país.
Também no emprego os dados são claros. O desemprego caiu para 4,5% no primeiro trimestre de 2026, a taxa mais baixa do país, enquanto a população ativa atingiu um novo máximo histórico. Numa região insular, com fragilidades próprias, este é um resultado que deve ser reconhecido.
No plano social, as políticas públicas têm sido desenhadas para reforçar a coesão e a inclusão. Isso não significa que não existam problemas. Naturalmente, existem. A habitação e o custo de vida continuam a exigir respostas continuadas.
Na habitação, entre 2020 e 2025, o Governo já investiu 156 milhões de euros, dos quais 43% foram assegurados pelo Orçamento Regional, acrescendo mais 50 milhões previstos para este ano. Estão em curso medidas e investimentos em habitação a custos controlados, renda reduzida e reforço da oferta pública. Até ao final do ano, prevê-se a construção de 808 habitações no âmbito do PRR, sobretudo destinadas a jovens e à classe média, com o objetivo de construir entre 200 e 250 habitações por ano a partir de 2027. O objetivo é aumentar, até ao final do atual mandato, a habitação pública dos atuais 4,7% para 7% do total de habitações da Região, reforçando igualmente a habitação cooperativa e social.
Na mobilidade, garantir ligações aéreas e marítimas acessíveis e sustentáveis exige trabalho contínuo, negociação e equilíbrio. Cada rota, cada preço e cada frequência resultam de decisões que têm de conciliar o interesse público, a viabilidade económica e as especificidades de uma região ultraperiférica, garantindo uma mobilidade justa e viagens acessíveis aos residentes, sem colocar em risco a atividade turística, fundamental para a economia regional e para a competitividade do destino Madeira. Queremos soluções que funcionem, e é precisamente isso que tem sido defendido.
Aqui está a diferença entre o discurso do “falhanço” e a realidade: uma Região que resiste, melhora e avança. Quanto melhores são os indicadores, mais a oposição amplifica o descontentamento para manter relevância política. Precisam do “caos” como combustível político e, por isso, há partidos que, apesar da presença mediática, continuarão a ser fortes no protesto, mas incapazes de apresentar soluções. E os madeirenses sabem-no.