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Guerra no Irão Mundo

Guterres apoia negociações diretas entre Israel e Líbano

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O secretário-geral da ONU expressou hoje apoio às negociações diretas entre Israel e o Líbano, após o primeiro-ministro israelita anunciar que iniciaria conversas com Beirute para "desarmar o Hezbollah e estabelecer relações pacíficas".

O porta-voz de António Guterres, Stéphane Dujarric, afirmou em conferência de imprensa que "não há solução militar para os conflitos na região" e que "os meios diplomáticos são a única maneira de garantir a segurança de ambos os países".

Dujarric acrescentou que o líder da ONU vai continuar a acompanhar de perto as negociações e expressou a disponibilidade das Nações Unidas para dar apoio técnico ou mediação, caso seja solicitado.

Horas antes do anúncio, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que o grupo xiita libanês Hezbollah "anseia por um cessar-fogo" depois da intensificação da ofensiva de Telavive no país vizinho.

O número de mortos na onda de ataques israelitas de quarta-feira no Líbano subiu para mais de 300, com 1.150 feridos, enquanto equipas de resgate continuam as buscas por pessoas desaparecidas em diversas áreas, quase 30 horas depois dos bombardeamentos.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, sublinhou, nas redes sociais, que as partes haviam concordado inicialmente com um cessar-fogo imediato "em todos os lugares, incluindo o Líbano".

No entanto, tanto Israel quanto os Estados Unidos mantiveram posteriormente que a cessação das hostilidades não abrange o território libanês.

A este respeito, Dujarric saudou "qualquer esforço de mediação", numa referência ao Paquistão, que contribuiu para o fim do conflito no Médio Oriente, "mantendo o cessar-fogo alcançado esta semana e evitando uma escalada militar".

"Qualquer país que desempenhe um papel positivo para que as partes cessem este conflito é muito bem-vindo", acrescentou.

Em relação à viagem ao Paquistão da delegação norte-americana chefiada pelo vice-presidente, JD Vance, que poderá ter como objetivo negociar com representantes iranianos um roteiro para o fim da guerra, o porta-voz sublinhou que "este é um momento para a diplomacia e não para a destruição".

"Esperamos que todos os participantes destas negociações aproveitem esta oportunidade para pôr fim ao conflito", afirmou.