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Guerra no Irão Mundo

Israel lamenta "danos colaterais" a uma sinagoga em ataque a Teerão

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Foto EPA/ALAA BADARNEH

O exército de Israel lamentou hoje os "danos colaterais" causados a uma sinagoga em Teerão, na noite passada, uma vez que o ataque na capital iraniana visava um comandante do exército do Irão.

Questionado pela EFE quanto aos fortes danos na sinagoga Rafi Niya, próxima da Praça Palestina, em Teerão, o exército confessou que procura atacar o quartel-general de emergência Jatam al Anbiya, lamentando "os danos colaterais à sinagoga".

"O ataque era dirigido a um alto comando militar das forças armadas do regime, não contra um lugar de culto", reforçou Israel.

A sinagoga acabou em ruínas na capital de um país sobretudo islâmico, estimando-se em nove mil os judeus a viver no Irão.

O judaísmo é uma das religiões minoritárias reconhecidas no Irão, que possui uma pequena comunidade judaica, mas muitos daqueles crentes fugiram do país após a Revolução Islâmica de 1979, que instaurou o atual regime xiita conservador.

O Shargh descreve que o edifício de culto era "um dos locais de encontro e celebração mais importantes para os judeus de Khorasan", referindo-se à região de Khorasan, no leste do país.

Ao 39.º dia da guerra iniciada em 28 de fevereiro, com a ofensiva militar conjunta israelo-americana, o conflito já causou mais de três mil mortos na região do golfo Pérsico.

Teerão respondeu com ataques contra interesses norte-americanos e israelitas nos países vizinhos e o bloqueio do estreito de Ormuz, entre os golfos de Omã e Pérsico e por onde passava um quinto dos petróleo e gás mundiais.

Com tal ação, os responsáveis de Teerão provocaram um aumento generalizado dos preços dos combustíveis, prevendo-se uma inflação de quase todos os produtos, a nível global.