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Desporto

CCD do Rali do Marítimo não dá razão a João Silva, que admite apelar da decisão

Desta forma, foi homologada a classificação da prova que, recorde-se, foi ganha pelo piloto do Toyota Yaris

Em causa está a publicidade Lotes no carro de Miguel Nunes. Ver Galeria
Em causa está a publicidade Lotes no carro de Miguel Nunes.

O Colégio de Comissários Desportivos (CCD) do Rali do Marítimo - Município de Machico 2026 não deu razão à reclamação efectuada pelo piloto João Silva em relação ao carro de Miguel Nunes, no Rali do Marítimo - Município de Machico 2026 e à alegada associação à publicidade da marca de tabaco Lotus. A decisão foi tornada pública ao início da noite, no site do Club Sport Marítimo.

Nesta decisão - que se reforça, foi tomada pelo CCD e não pela FPAK, como foi erradamente posto a circular noutros meios - é referido que "ouvido o Conselho de Comissários e a Direção da FPAK/Gabinete Jurídico, o CCD deliberou considerar que a reclamação é inaceitável ao abrigo do disposto nos artigos 14.1 PGAK e 13.4.3 CDI". 

Na sequência, a mesma decisão fundamenta que "analisando a situação em concreto, é do conhecimento geral e tal como consta na lista de inscritos à prova, que a Sociedade Tomiauto, Lda. é detentora da licença de equipa PT26/2964, com a designação “Lotes Team Tomiauto”, ou seja, publicidade expressa na viatura é um diminutivo da licença em causa, não se vislumbrando qualquer correlação com a referida marca de tabaco e não se verificando dessa forma qualquer violação das regras da publicidade previstas no artigo 15.9 das PGAK".

Perante isto, o CCD decidiu homologar as classificações do Rali do Marítimo - Município de Machico, que, recorde-se, foi ganho precisamente por João Silva, à frente de Miguel Nunes.

Contactado pelo DIÁRIO, o piloto João Silva admitiu não estar surpreendido com a decisão. "Só fico surpreendido como é que levaram tantos dias para chegar a esta conclusão", disse, admitindo que a situação será avaliada sob o ponto de vista jurídico e alvo de um apelo, uma vez que, alega, terão existido erros processuais.

O DIÁRIO tentou ainda ouvir o presidente da FPAK, Ni Amorim, que se escusou a tecer comentários sobre a situação, remetendo para a referida comunicação do CCD.