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Madeira

Via Sacra mobiliza comunidade no Pico da Torre

Pároco destaca dimensão espiritual e crescente participação

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O Pico da Torre, em Câmara de Lobos, volta a acolher, nesta manhã de Sexta-feira Santa, a recriação ao vivo da Via Sacra, uma iniciativa da Paróquia de Santa Cecília que reúne quase uma centena de participantes e atrai centenas de fiéis e curiosos.

Mais do que uma encenação, trata-se de um momento de vivência espiritual, como sublinha o pároco, padre Paulo Sérgio. “É um tempo de silêncio, de oração e de contemplação de Jesus que dá a vida por todos nós. Procuramos que a comunidade sinta com maior intensidade o mistério da Paixão”, afirma.

A iniciativa tem vindo a ganhar expressão ao longo dos anos, com um envolvimento crescente da população local e de visitantes oriundos de outras localidades e até de outras ilhas. “Há cada vez mais pessoas que se aproximam, seja por curiosidade ou por fé, e que acabam por integrar este momento de oração em comunidade”, refere.

No total, a recriação envolve cerca de 80 pessoas, entre figurantes e equipa de apoio. Muitos dos participantes repetem a experiência, enquanto outros se juntam pela primeira vez, num processo que garante a continuidade da iniciativa. “Há jovens que regressam de propósito, outros que se disponibilizam pela primeira vez. Existe um espírito muito forte de pertença”, destaca o pároco.

A preparação decorre ao longo de mais de um mês, com ensaios realizados ao final da tarde e à noite, ajustados à disponibilidade dos participantes, maioritariamente jovens.

Este ano, a figura de Jesus é interpretada por um novo elemento da comunidade, escolhido entre os que frequentam a catequese. “É a primeira vez que assume este papel. Aceitou o desafio com grande sentido de responsabilidade e tem-se preparado não só a nível da representação, mas também em espírito de oração”, sublinha o padre Paulo Sérgio, acrescentando que a renovação é essencial para assegurar a continuidade da Via Sacra.

Entre os vários momentos representados destacam-se a Última Ceia e o Lava-Pés, a traição de Judas, a condenação, a caminhada até ao Calvário, a crucificação, a morte e a deposição no sepulcro, numa encenação que, ano após ano, continua a marcar a vivência da Semana Santa na Região.