Fortes explosões ouvidas em Teerão
Fortes explosões foram ouvidas hoje na capital iraniana, fazendo abanar edifícios, relataram meios de comunicação locais e um jornalista da agência de notícias France-Presse (AFP).
As detonações foram sentidas no centro de Teerão e meios de comunicação social locais, incluindo o diário Shargh, deram conta de explosões nos bairros ocidentais e orientais da cidade, sem precisar os locais atingidos.
Os ataques israelo-americanos, iniciados em 28 de fevereiro, danificaram gravemente o Instituto Pasteur do Irão, noticiou a AFP.
"A agressão contra o Instituto Pasteur do Irão, um pilar centenário da saúde mundial e membro da International Pasteur Network, constitui um ataque direto contra a segurança sanitária internacional", afirmou o porta-voz do Ministério da Saúde, Hossein Kermanpour.
O porta-voz publicou nas redes sociais imagens do local que mostram o edifício fortemente danificado, com algumas partes reduzidas a ruínas.
As duas maiores siderurgias iranianas anunciaram a suspensão das atividades devido aos bombardeamentos.
A Khuzestan Steel Company, situada no sudoeste do Irão, e a Mobarakeh Steel Company, na província de Isfahan (centro), têm sido alvo de ataques repetidos desde a semana passada.
Os novos ataques seguem-se ao discurso do Presidente norte-americano, Donald Trump, na quarta-feira à noite sobre a guerra, durante o qual ameaçou o Irão com bombardeamentos em grande escala durante mais duas ou três semanas.
Em resposta, o exército iraniano prometeu hoje ataques devastadores contra os Estados Unidos e Israel.
Também hoje, o presidente do parlamento do Irão afirmou que sete milhões de iranianos estão prontos para combater qualquer invasão terrestre dos Estados Unidos à República Islâmica.
Mohammad Bagher Qalibaf, que tem sido apontado como um eventual parceiro de negociação com Washington, tem publicado uma série de mensagens 'online' com desafios aos Estados Unidos desde o início da guerra.
"Em menos de uma semana, uma poderosa campanha nacional que varre o país mobilizou cerca de sete milhões de iranianos que já se apresentaram e declararam estar prontos para pegar em armas e defender a nossa nação", afirmou.
A informação tem circulado nas redes sociais nos últimos dias, sendo Qalibaf o primeiro alto responsável a mencioná-la no Irão, país com cerca de 90 milhões de habitantes.
Não é clara a origem do número, mas os meios de comunicação estatais e campanhas de mensagens de texto têm instado os iranianos a oferecerem-se como voluntários, noticiou a AFP.
O Governo iraniano apelou também aos soldados na reserva para que manifestem interesse em combater, enquanto a força Basij, a ala voluntária da Guarda Revolucionária, começou a aceitar crianças a partir dos 12 anos nas fileiras.