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Congresso do PSD-M Madeira

Chega acusa PSD/M de isolamento e falta de força política em Lisboa

Miguel Castro defende ligação ao poder nacional para garantir reformas

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O presidente do Chega na Madeira, Miguel Castro, considerou que o discurso de Miguel Albuquerque no encerramento do XX Congresso Regional do PSD Madeira revelou um partido “órfão do seu criador nacional”, alertando para fragilidades na ligação com a estrutura do PSD.

Miguel Castro afirmou que a ausência de representantes nacionais no congresso é sinal de um problema político mais amplo, que poderá afectar a governação regional. “Um partido que quer fazer reformas estruturais, como uma revisão constitucional ou alterações à lei de finanças regionais, não pode estar de costas voltadas com o partido nacional”, disse.

O dirigente do Chega defendeu que a capacidade de concretizar reformas depende da articulação com Lisboa, sublinhando que “as grandes reformas fazem-se na República”.

Comparando forças partidárias, referiu a votação recente sobre o diploma da mobilidade, afirmando que o seu partido conseguiu “60 votos, enquanto o PSD Madeira conseguiu apenas 3”, considerando tratar-se de um sinal político relevante.

Miguel Castro defendeu ainda a necessidade de repensar a autonomia e a governação regional, reforçando uma ligação “forte, política e diplomática” com os partidos na República.