EUA impõem sanções a indivíduos, empresas e petroleiros ligados à "elite do regime"
O Governo norte-americano anunciou hoje a imposição de sanções a 20 indivíduos, entidades e embarcações ligadas a uma rede de transporte de petróleo iraniano.
O Departamento do Tesouro declarou em comunicado que a rede era comandada por Mohammad Hossein Shamkhani, filho de Ali Shamkhani, secretário do Conselho de Defesa Nacional do Irão, morto no primeiro dia dos ataques aéreos conjuntos norte-americanos e israelitas contra o Irão a 28 de fevereiro.
Shamkhani chefia "um império multibilionário de venda de petróleo iraniano e russo que enriquece uma família ligada aos mais altos escalões do regime iraniano, à custa do povo iraniano", adiantou o Tesouro.
Além de Shamkhani, a rede envolvia outro cidadão iraniano e "três empresas ligadas a um complexo esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a venda de petróleo iraniano em troca de ouro venezuelano durante a antiga ditadura venezuelana, tudo em nome do Hezbollah e da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão", que também foram sancionados.
As sanções visam também um indivíduo residente nos Emirados Árabes Unidos, várias empresas sediadas neste país, na Índia e nas Ilhas Marshall, e embarcações com bandeiras de Moçambique, Panamá e Camarões.
O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro classificou estas sanções como parte da "Operação Fúria Económica contra as elites" de Teerão, que acusa de "lucrar à custa do povo iraniano", nas palavras do secretário do Tesouro, Scott Bessent.
"Sob a liderança do Presidente Trump, o Departamento do Tesouro continuará a desmantelar as redes de contrabando ilícito e os grupos terroristas que operam no Irão. As instituições financeiras devem estar cientes de que o Departamento do Tesouro utilizará todas as ferramentas e poderes à sua disposição, incluindo sanções secundárias, contra aqueles que continuam a apoiar as atividades terroristas de Teerão", acrescentou.