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A Guerra Mundo

Rutte insta países da NATO a não esquecer Kiev

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Foto EPA/MAJA HITIJ

O secretário-geral da NATO instou hoje os membros da Aliança a "não perderem a Ucrânia de vista" e a aumentar os apoios, estabelecendo uma meta de cerca de 51 mil milhões de euros para 2026.

"Temos de garantir que somos capazes de assegurar um apoio ininterrupto à Ucrânia", afirmou Mark Rutte na abertura, em Berlim, de uma reunião do Grupo de Contacto sobre a Defesa da Ucrânia, ou seja, os aliados de Kiev.

Solicitou aos 32 Estados da Aliança Atlântica que "invistam mais para atingir a meta de 60 mil milhões de dólares (cerca de 51 mil milhões de euros ao câmbio atual) em apoio à segurança e à defesa da Ucrânia este ano".

A reunião realizou-se num momento em que o processo de negociações, iniciado sob pressão do Presidente norte-americano, Donald Trump, para pôr fim à guerra, parece estar num impasse devido às divergências sobre os territórios ucranianos reivindicados pela Rússia e que Kiev não tenciona ceder e pelas garantias de segurança ambicionadas pela Ucrânia.

Além disso, a guerra com o Irão, desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel, relegou a questão ucraniana para segundo plano, quatro anos após o início da invasão russa em grande escala.

Ainda assim, "a Ucrânia mantém as posições no campo de batalha e inflige enormes perdas aos russos", acrescentou Rutte.

A defesa aérea, os drones e mísseis e as munições de artilharia de longo alcance são as três prioridades de desenvolvimento e abastecimento com os aliados analisadas na quarta-feira, indicou.

Entre terça-feira e hoje, a Ucrânia firmou acordos com a Alemanha para desenvolver drones em conjunto com uma empresa de defesa alemã, com a Noruega, estipulando que o país nórdico passará a produzir veículos aéreos não tripulados ucranianos, e um acordo para receber mais de 120.000 drones do Reino Unido.