EUA atacaram 12.300 alvos militares desde início da guerra
O Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom) informou hoje que desde o início da Operação "Fúria Épica" contra o Irão atacou aproximadamente 12.300 alvos militares da República Islâmica.
As Forças Armadas norte-americanas detalharam que os seus ataques aéreos visaram centros de comando e quartéis-generais da Guarda Revolucionária Islâmica, sistemas de defesa aérea, instalações de mísseis balísticos, fábricas de 'drones' e 'bunkers' de produção ou armazenamento de armas.
Responsável pela região do Médio Oriente, o Centcom afirma ainda ter destruído mais de 155 embarcações militares desde 28 de fevereiro, quando começaram as operações na guerra travada ao lado de Israel contra a República Islâmica.
O Comando Central declara que os ataques foram realizados em 13.000 missões de combate e que, em pouco mais de um mês de conflito, foram utilizados mais de 36 meios de transporte militar --- aéreos, terrestres e marítimos.
Estes novos detalhes da operação foram divulgados horas antes de Trump apresentar uma "grande atualização" sobre a guerra com o Irão, que será transmitida em direto pelas principais cadeias de televisão nacionais e pelos canais de redes sociais da Casa Branca.
Esta semana, o Presidente afirmou que os seus objetivos no Médio Oriente foram alcançados e que, por isso, está prevista uma retirada e poderá ocorrer dentro de duas a três semanas.
Trump declarou que, após a retirada dos Estados Unidos do conflito, a segurança no Estreito de Ormuz deixará de ser da sua responsabilidade.
Esta quarta-feira, intensificou a pressão sobre os seus aliados ao ameaçar retirar os Estados Unidos da NATO.
O Irão negou hoje ter solicitado um cessar-fogo, como Donald Trump anunciou horas antes nas redes sociais.
As afirmações de Trump são "falsas e infundadas", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, citado pela agência iraniana Mehr.
Antes da notícia da Mehr, a embaixada do Irão em Madrid tinha assegurado numa publicação nas redes sociais que o Irão negava oficialmente ter solicitado um cessar-fogo.
A representação diplomática anexou uma captura de ecrã da mensagem publicada por Trump, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE.
"O novo presidente do regime iraniano, muito menos radicalizado e muito mais inteligente do que os predecessores, acaba de pedir um cessar-fogo aos Estados Unidos da América", anunciou Trump, sem especificar a que líder iraniano se referia.
"Considerá-lo-emos [o cessar-fogo] quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desimpedido", assegurou.
Até lá, os Estados Unidos vão continuar a "bombardear o Irão até à aniquilação ou, como dizem alguns, até que regresse à Idade da Pedra!", acrescentou o líder norte-americano.