Seguro estabelece ameaças à democracia como "linhas vermelhas"
O novo Presidente da República, António José Seguro, considerou hoje que Portugal não está imune às ameaças aos pilares do sistema democrático, que estabeleceu como "linhas vermelhas", assumindo a tarefa de "cuidar da democracia".
"Quero deixar claro que a estabilidade não é um fim em si mesmo, muito menos significa estagnação e imobilismo. A estabilidade é uma condição para a mudança, não uma meta", afirmou António José Seguro, no seu discurso de posse como Presidente da República, no parlamento.
O novo chefe de Estado referiu que "a História recente revela que em muito pouco tempo se destrói o que foi construído em séculos e que poucos estão a demolir um marco civilizacional resultado do contributo de muitos".
"Acreditámos na solidez das instituições e na resistência do nosso sistema de valores. Um engano. Num instante esses pilares estão a ser desmoronados", apontou.
Segundo António José Seguro, "Portugal não está imune a um risco igual", perturbador do "sistema democrático, do salutar confronto de ideias e do normal funcionamento dos contrapoderes instituídos".
"Em nenhuma circunstância admitirei que sejam ultrapassadas estas linhas vermelhas: a essência da democracia. Cuidar da democracia tornou-se, nos novos tempos, uma tarefa urgente a que o Presidente da República se entregará por função e por convicção", acrescentou.