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ONG confirma libertação de 25 presos políticos em Caracas

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Foto EPA

Pelo menos 25 pessoas foram libertadas de uma esquadra da polícia no leste de Caracas, conhecida como Zona 7, informou hoje a organização não-governamental (ONG) Comité pela Liberdade dos Presos Políticos (CLIPP).

Segundo a CLIPP, as libertações na Venezuela decorrem da aprovação de uma Lei de Amnistia que não beneficia todos os presos políticos.

As pessoas foram libertadas entre a noite de sábado e a madrugada de hoje e têm medidas cautelares, como comparecer a cada 30 dias perante os tribunais, conforme detalhou esta organização de familiares de presos políticos, numa publicação na rede social Instagram.

Além disso, especificou a ONG que "todos pertenciam à chamada 'causa dos 43', ligada a uma suposta conspiração para executar uma série de atentados no país".

A ONG revelou que na Zona 7 permanece um grupo de presos políticos acusados de supostamente planear a colocação de explosivos numa praça de Caracas com o objetivo de cometer "atos terroristas".

Pelo menos 15 pessoas foram detidas no âmbito deste caso, informou em agosto de 2025 o ministro do Interior, Diosdado Cabello, que associou a líder da oposição e Prémio Nobel da Paz 2025, Maria Corina Machado, e os Estados Unidos a este suposto plano.

A ONG Fórum Penal contabilizou 526 presos políticos na Venezuela até a última segunda-feira, embora o governo negue que haja pessoas presas por esses motivos, afirmando que elas cometeram vários crimes.

Na sexta-feira, o Tribunal Legislativo, controlado pelo chavismo, informou que 7.654 pessoas foram beneficiadas pela Lei de Amnistia. Desse total, 247 estavam detidas e 7.407 tinham medidas cautelares.

A amnistia abrange um período de 27 anos, desde 1999 --- quando o chavismo chegou ao poder --- até fevereiro de 2026, mas estabelece que será concedida a pessoas ligadas a 13 "factos" ocorridos em 13 anos diferentes, o que não inclui todos os presos políticos.

O Fórum Penal - que lidera a defesa dos presos políticos - confirmou a libertação de 639 pessoas desde 08 de janeiro, incluindo beneficiários da Lei de Amnistia, informou na sexta-feira o seu diretor presidente, Alfredo Romero.