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Guerra no Irão Mundo

Bombardeamentos e ataques com mísseis marcam mais um dia de conflito

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Bombardeamentos e ataques com mísseis marcaram hoje mais um dia de conflito no Médio Oriente, com novas explosões em Jerusalém, Bagdade e Erbil, enquanto as sirenes de alerta antiaéreo tocavam em Israel e na Cisjordânia.

A troca de ataques prosseguiu hoje entre Israel e o Irão, com bombardeamentos a atingirem cidades iranianas, incluindo a capital, Teerão, e ataques retaliatórios iranianos com mísseis e drones contra alvos israelitas e posições associadas aos Estados Unidos na região, segundo notícias da Associated Press (AP).

Os Estados Unidos e Israel lançaram há uma semana um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Hoje, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, revelou que irá continuar a atacar o Irão, dizendo ter um "plano metódico" para "erradicar o regime" iraniano.

"Conseguimos o controlo quase total do espaço aéreo sobre Teerão", disse Netanyahu num breve discurso transmitido esta noite pela televisão e citado pela Agence France-Presse (AFP).

Segundo o porta-voz do exército israelita, o general Effie Defrin, Israel atacou cerca de 3.400 vezes o Irão, tendo deixado inoperacional mais de 150 sistemas de defesa iranianos desde o início do conflito, a 28 de fevereiro.

Só hoje, as forças americanas e israelitas atacaram um depósito de petróleo no sul de Teerão, sendo este o primeiro ataque relatado contra infraestruturas petrolíferas iranianas.

O ataque aconteceu poucas horas depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado na sua rede social Truth que "hoje o Irão será atingido com muita força!". O Presidente norte-americano ameaçou ainda estender os ataques a "áreas e grupos de pessoas que nunca antes foram considerados alvos".

Entretanto, em Bagdade, terão sido intercetados foguetes que tinham como alvo a embaixada dos Estados Unidos: dos quatro foguetes, apenas um caiu numa zona desocupada da base aérea da embaixada, todos os outros três foram intercetados.

Também em Jerusalém foram ouvidas esta noite múltiplas explosões, depois de tocarem sirenes de alerta antiaéreo no centro do país e na Cisjordânia ocupada, observaram jornalistas da AFP.

Explosões foram também relatadas em várias zonas de Teerão e noutras cidades iranianas, enquanto meios de comunicação locais reportaram danos em instalações militares e infraestruturas estratégicas.

Em resposta, o Irão lançou novas vagas de mísseis e drones contra Israel e contra bases militares norte-americanas no Golfo, incluindo alvos nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein, segundo responsáveis citados pela Associated Press (AP).

Os Emirados Árabes Unidos foram alvo de 16 mísseis balísticos e 121 drones, obrigando a interromper temporariamente as atividades no aeroporto do Dubai.

À tarde, as autoridades anunciaram uma nova salva "proveniente do Irão", seguida de uma forte explosão ouvida no Dubai.

No Bahrein, o Irão afirmou ter atacado uma base americana em resposta a um ataque a uma fábrica de dessalinização. As autoridades locais relataram um incêndio e danos materiais na capital Manama, após um ataque iraniano.

Também se registaram ataques no Kuwait, na Arábia Saudita - um míssil destinado a uma base aérea que caiu "numa área desabitada" - e o Catar afirmou ter intercetado um míssil.

Os ataques cruzados têm aumentado os receios de uma guerra regional de grande escala, envolvendo vários países e afetando o comércio internacional.

Organizações internacionais e vários governos voltaram hoje a apelar à contenção e à abertura de canais diplomáticos para evitar uma escalada ainda maior da violência.

A Turquia advertiu contra tentativas "extremamente perigosas" de desencadear uma guerra civil no Irão "instrumentalizando as divisões étnicas ou religiosas", apelando ao Irão para que aja com "prudência" após a destruição, na quarta-feira, de um míssil lançado a partir do Irão que se dirigia para o espaço aéreo turco.