Teerão anuncia novos ataques com drones e mísseis contra Israel e bases dos EUA
O Irão anunciou hoje à noite que lançaria uma nova salva de drones e mísseis contra Israel e bases norte-americanas na região do Golfo, alvos recorrentes da República Islâmica desde o início do conflito.
A Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, disparou drones e mísseis "contra alvos nos territórios ocupados [Israel] e bases americanas na região", anunciou uma apresentadora da televisão estatal iraniana.
Por sua vez, o exército israelita anunciou ter atingido "mais de 400 alvos" hoje no Irão.
Esses alvos "foram atingidos em várias regiões do Irão, incluindo lançadores de mísseis balísticos e instalações de armazenamento de drones iranianos", afirmou o exército num comunicado.
Desde o início da guerra, Israel afirma ter realizado diariamente aproximadamente o mesmo número de ataques.
Israel também acusou hoje o Irão de utilizar mísseis armados com munições de fragmentação algo que as Forças Armadas de Telavive dizem ser "um crime de guerra quando dirigidas a civis".
"Estão a utilizar munições de fragmentação. Utilizaram-nas simultaneamente em múltiplas ocasiões, o que é um crime de guerra quando dirigidas a civis, e estamos a monitorizar a situação de perto", afirmou o porta-voz internacional das forças israelitas, Nadav Shoshani, aos jornalistas.
O exército não forneceu detalhes sobre o local ou a data dos ataques.
Os ataques aéreos do Irão em território israelita foram desencadeados em resposta aos bombardeamentos de Israel e Estados Unidos, desde sábado, contra a República Islâmica, que mataram o seu líder supremo, Ali Khamenei, e outras figuras da cúpula militar do regime.
Além dos ataques a Israel, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou bombardeamentos contra países da região que acolhem bases norte-americanas.
Incidentes com projéteis iranianos também foram registados no Chipre e na Turquia.
A par do conflito direto entre Israel e Irão, as forças israelitas intensificaram os seus ataques aéreos no Líbano contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão, e expandiram as áreas que ocupavam no país vizinho desde 2024.