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Guerra no Irão Mundo

União Europeia em solidariedade total com Espanha

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O presidente do Conselho Europeu, António Costa, manifestou hoje a solidariedade da UE com Espanha após as ameaças norte-americanas de represálias na sequência da interdição do uso de infraestruturas espanholas para o ataque ao Irão.

Costa divulgou nas redes sociais ter expressado, numa conversa telefónica com o chefe do Governo espanhol, Pedro Sanchez, "a plena solidariedade da UE com Espanha".

A União Europeia (UE), acrescentou, "garantirá sempre que os interesses dos seus Estados-membros sejam plenamente protegidos".

O antigo primeiro-ministro reafirmou também o compromisso da UE "com os princípios do direito internacional e com a ordem internacional baseada em normas em todo o mundo".

A Comissão Europeia assegurou também estar "pronta para agir" e proteger os interesses comerciais da UE.

Sánchez, disse hoje que está contra a guerra no Médio Oriente iniciada com ataques dos EUA e Israel ao Irão e que não vai mudar de posição "simplesmente por medo a represálias".

"Repudiamos o regime do Irão, que reprime, que mata vilmente os seus cidadãos, em especial as mulheres, mas ao mesmo tempo também rejeitamos o conflito e pedimos uma solução diplomática e política", disse Sánchez, numa declaração transmitida nas redes sociais e pelas televisões a partir da sede do Governo de Espanha, em Madrid.

Sánchez fez esta declaração sobre a posição de Espanha sobre o conflito entre EUA, Israel e o Irão depois de críticas e ameaças ao Governo espanhol por parte do Presidente norte-americano, Donald Trump, na terça-feira

"Espanha tem sido terrível. Vamos cortar todo o comércio com Espanha. Não queremos ter nada a ver com Espanha", disse Trump.

Espanha rejeitou a utilização por parte dos EUA das bases militares de Rota e Morón, no sul do país, para as operações relacionadas com os ataques ao Irão lançados no sábado, o que levou os norte-americanos a deslocar os aviões cisterna de abastecimento de outras aeronaves que tinha em território espanhol para bases noutros países da Europa.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.