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Assembleia Legislativa Madeira

Sessão plenária abre com detidos na Venezuela

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O início da sessão plenária da Assembleia Legislativa da Madeira desta quarta-feira, 4 de Março, fica marcada pela apreciação na generalidade do projecto de resolução, da autoria do PSD, intitulado “Pela libertação dos cidadãos portugueses detidos na Venezuela e pelo reforço da acção diplomática”.

Antes, na sua intervenção semanal, a deputada Sara Madalena, do CDS-PP, fez referência à situação no Médio Oriente e do seu impacto económico, designadamente com a subida do preço do petróleo.

"O mundo está um lugar estranho", evidenciou a parlamentar, dizendo ainda esperar que o Governo tome "providências" - à semelhança do que aconteceu no período da pandemia de covid-19 - no sentido de "equilibrar a vida dos madeirenses ainda extremamente dependestes dos combustíveis fósseis".

Sara Madalena enalteceu ainda a "elevação" dos jovens que participaram na sessão dos Parlamento dos Jovens, na terça-feira, manifestando a vontade de vê-la replicada nas sessões ordinárias do Parlamento Regional. 

A comparação demonstrada e sobretudo a elevação que deveria ser replicada por muitos adultos não só nesta sala, como na Assembleia da República Sara Madalena, CDS

Também no período antes da ordem do dia Manuela Gonçalves, do Chega, referiu-se ao caso ISAL.

A parlamentar questionou que medidas foram determina das e quem acompanhou o processo, criticando a falta de transparência com que o mesmo foi alegadamente conduzido.

"No centro desta crise, estão estudantes que confiaram numa instituição reconhecida", vincou.

A deputada do Chega lamentou ainda a "resistência ao escrutínio parlamentar" no processo de perda de acreditação do ISAL.

Ainda no período antes da ordem do dia, Valter Correia (PSD) abordou os desafios da Inteligência Artificial, defendendo a necessidade de preparar os jovens para as novas áreas emergentes no mercado de trabalho, decorrentes das novas tecnologias da informação.

"Senhor deputado Valter Correia, como pretende defender como pretende, então, compatibilizar o futuro quando não assegura o presente?", reagiu Carlos Silva, do JPP, tecendo duras críticas, quer às condições materiais das escolas, quer aos problemas enfrentados pelos docentes e auxiliares. 

Quantas salas funcionam ainda sem condições mínimas? Como podemos assegurar a aprendizagem quando muitas salas não reúnem sequer condições básicas de trabalho? Há uma realidade artificial que se tenta apresentar, enquanto existem ginásios a ameaçar ruína, colocando em causa a integridade física dos próprios alunos. Como se pode falar de inovação ou modernização quando faltam espaços adequados e quando ginásios recentemente recuperados continuam a ser utilizados como salas de aula? Por que não falar da ausência de assistentes operacionais? Por que não falar dos profissionais sobrecarregados, sujeitos a horários que os levam à exaustão nas nossas escolas? Existe uma realidade artificial, mas a dimensão humana está a ser ignorada por este Governo. Senhor Deputado, qual é, afinal, o propósito?   Carlos Silva, JPP