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Saiba o que hoje é notícia

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A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão entra no 30.º dia e hoje estão marcadas conversações quadripartidas com Paquistão, Arábia Saudita, Egito e Turquia para tentar pôr fim ao conflito.

O Paquistão ofereceu-se para intermediar e já anunciou para breve conversações entre os Estados Unidos e o Irão.

Nem Washington nem Teerão comentaram, por enquanto, este anúncio.

A primeira reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos quatro países foi domingo em Islamabade, prolongou-se durante horas, sem resultados conhecidos, mas vai continuar hoje.

No domingo, o Governo iraniano autorizou a passagem de 20 navios comerciais sob bandeira paquistanesa pelo estreito de Ormuz, uma concessão anunciada por Islamabade como "um passo significativo para a paz".

No mesmo dia, Israel concluiu uma nova onda de ataques contra "centros de comando móveis" do Governo iraniano e fábricas de produção de armas em Teerão.

E o Irão reivindicou ataques contra duas das maiores fundições de alumínio do mundo, no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos, reacendendo receios de perturbações significativas para a economia mundial após um mês de guerra no Médio Oriente.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

Teerão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Hoje, também é notícia:

CULTURA

O projeto MUDA - Assédio nas Artes em Portugal, destinado a fazer um levantamento de situações de assédio laboral e sexual e preparar respostas para melhorar o setor, apresenta hoje os resultados finais do estudo.

Em novembro, dados preliminares indicavam que cerca de 75% dos trabalhadores das artes performativas que participaram no inquérito nacional admitiram ter vivido situações de assédio moral e metade reportaram casos de assédio sexual.

O projeto MUDA é coordenado por Catarina Vieira, Raquel André e Sara de Castro, ligadas à criação, investigação e formação em artes performativas, e tem com objetivo produzir conhecimento e criar ferramentas de combate e prevenção ao assédio entre quem trabalha nas artes.

Foram consideradas 611 respostas ao inquérito, sobre episódios de assédio moral e sexual reportados por profissionais das artes performativas, tanto em contexto de trabalho como de formação.

SOCIEDADE

Os mediadores culturais da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) vão realizar hoje uma greve para exigir a incorporação nos quadros da instituição, que acusam de usar precários como funcionários permanentes.

Em declarações à Lusa, Artur Sequeira, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTPS), explicou que existem "200 mediadores culturais que desempenham funções permanentes, mas não são tratados como tal".

"Os mediadores culturais que vêm do antigo ACM (Alto Comissariado para as Migrações) e que pertencem à Agência para as Migrações são contratados por organizações parceiras e depois trabalham para o Estado como colaboradores, mas ficam a trabalhar em tempo inteiro", explicou Artur Sequeira, que acusa o Estado de violar a própria lei laboral.

"Sem mediadores culturais, que são quase metade do quadro de pessoal, a AIMA não funciona, desempenham funções permanentes de contacto com utentes, resolução de problemas e prestam serviços essenciais de técnicos superiores e intermédios", afirmou o dirigente sindical.

O objetivo é que estes trabalhadores "tenham funções reconhecidas, salários equiparados, que é coisa que não têm porque são pagos por associações, através de protocolos completamente irregulares com a AIMA" e "não têm um salário definido, nem recebem horas extraordinárias".

Quatro satélites portugueses serão lançados hoje para o espaço nos Estados Unidos, os primeiros de um conjunto de 12 dedicados às comunicações marítimas, anunciou hoje a empresa LusoSpace.

"O foco é criar o 'waze dos oceanos', porque teremos acesso a uma rede de internet a funcionar no mar em qualquer ponto, em qualquer condição meteorológica, o que tornará mais seguras as viagens e as comunicações marítimas", avançou fonte da empresa à agência Lusa.

Segundo a mesma fonte, a 'constelação' Lusíada arranca com estes quatro satélites - Camões, Agustina, Pessoa e Saramago, - que serão enviados para órbita num foguetão da Spacex, que será lançado na base de Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos.

Adiantou ainda que este projeto privado conta com parcerias estratégicas com entidades governamentais e que o desenvolvimento e lançamento dos satélites representa um investimento de 15 milhões de euros, dos quais 10 milhões financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A LusoSpace financia cerca de 2,5 milhões de euros, com o restante montante a ser angariado junto de investidores privados.

O lançamento dos satélites poderá ser acompanhado em Lisboa hoje de manhã, num evento em tempo real que contará com a presença de entidades ligadas à área aeroespacial e à Defesa.