Em que mundo vivemos, em que mundo devíamos viver!
Como se sabe, após a 2ª Guerra Mundial, mais precisamente em meados do Século XX no ano de 1945, foi criada a conhecida ONU - Organização das Nações Unidas - que veio substituir a então Liga das Nações que falhara redondamente no seu papel de evitar conflitos entre Nações, como prova as guerras da altura.
Os principais objetivos da ONU eram, por conseguinte, fazer aquilo que a Liga das Nações não conseguira fazer, como prevenir conflitos, evitar confrontos e resolver disputas entre nações por meios pacíficos.
Não foi só para isso que ela foi criada, evidentemente, em muitas outras coisas o seu papel até é reconhecido, mas neste, em particular, o seu falhanço é tremendamente notório, a sua voz não é ouvida, a sua influência é quase nula.
Sinceramente, gostaríamos de ver uma ONU forte, uma ONU autoritária, uma ONU capaz não só no papel de acudir certas tragédias humanas, identificadas na fome, no infortúnio, na pobreza, na doença, na infelicidade geral de milhões de pessoas que vivem na mais profunda e degradada situação, em várias partes do globo, como noutras situações onde requeria a sua intervenção.
Para falarmos dos tempos atuais, gostaríamos de ver a ONU a desempenhar um papel ativo e, sobretudo, determinante, por exemplo, pondo fim à miserável invasão da Ucrânia e ter sido ela a intervir nos regimes ditatoriais e, presumivelmente, criminosos da Venezuela e do Irão – como existem em outros locais – não deixando que fosse países isolados a fazer essas operações.
Mas, claro, isso não acontece porque as Nações Unidas, estão desunidas, os países que tinham e têm mais poder e capacidade para ajudar a pôr fim aos prevaricadores, aos responsáveis pela infelicidade de milhões de seres humanos que não vivem, vegetam por esse mundo fora, são os principais fomentadores das guerras, apoiantes das seitas criminosas, vis beneficiários e exploradores dessas tristes e dramáticas situações.
Em que mundo vivemos, meu Deus do céu, e em que mundo poderíamos e deveríamos viver!
Com as novas tecnologias, com os avanços registados em praticamente todas as áreas, o mundo poderia ser mais risonho para todos nós.
É verdade que nem todos os países dispõem de solos ricos, não foram abonados pela natureza como muitos outros, as suas capacidades de desenvolvimento, não são iguais, mas para isso existiria a solidariedade.
Só que, em muitos casos verificamos que aqueles que se aprestam para ajudar, estendem uma mão para dar e com a outra retiram o pouco de bom que lá possa existir ou fazem a troco da exploração e escravidão humana.
Uma ONU para desempenhar bem todas as funções para a qual foi criada, não podia ter no seu seio países que só pensam no seu expansionismo, no miserável negócio das armas, no amaldiçoado petróleo e variadas riquezas naturais e sendo capazes de tudo fazerem ou consentirem que se faça - se daí retirarem dividendos - os negócios da droga, a maldição do terrorismo e de toda uma serie de pragas que estão a transformar este mundo num inferno.
Sinceramente, ao ponto que tudo isto chegou, por mais otimistas que sejamos, achamos que, a bem, infelizmente, já não existe qualquer volta a dar.
Se estamos enganados, bendito seja o nosso engano!
Juvenal Pereira