Governo Regional sem pedidos de ajuda do Médio Oriente
Mesmo sem solicitações, a Direcção Regional das Comunidades disponibiliza-se para apoiar no que estiver ao seu alcance
Até ao momento, o Governo Regional, através da Direcção Regional das Comunidades, não recebeu qualquer pedido de apoio de madeirenses que estejam no Médio Oriente.
Sancho Gomes, ao DIÁRIO, assegurou não ter informação de que algum madeirense esteja entre os cidadãos portugueses que pediram repatriamento a partir de Israel, notando, nesse sentido, que “a triagem não está a ser feita por naturalidade”, mas tendo em conta, apenas, a nacionalidade. “Essa é uma triagem que se fará mais tarde”, sustenta.
“Existem madeirenses que, nós sabemos, estão em alguns desses países [envolvidos no conflito], muitos deles em trânsito, não são emigrantes”, apontou o director regional das Comunidades, referindo que todas essas pessoas “estão a ser devidamente acompanhadas, quer pelas autoridades locais, quer pelas autoridades consulares e diplomáticas portuguesas”.
O governante regional salienta a “articulação próxima” com a Secretaria de Estado das Comunidades, reforçando que, para já o Executivo madeirense “não foi contactado por ninguém a pedir qualquer tipo de ajuda”, apesar de, conforme afirmou, estarem “disponíveis” para “cooperar com qualquer madeirense que necessite de ajuda”.
Nesse sentido, salientou Sancho Gomes, tal disponibilidade tem sido veiculada por parte das autoridades madeirenses através de canais próprios, divulgando as formas de contacto activas.
Por agora, subiram para 53 os pedidos de repatriamento de cidadãos portugueses em Israel, conforme deu conta, esta tarde, à Lusa, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. "Neste momento, temos 53 pedidos de repatriamento de cidadãos portugueses em Israel. Na zona do Golfo [Pérsico] estamos a fazer um inventário (...), pois é uma zona onde o número de viajantes é muito instável", apontou Emídio Sousa, que domingo tinha avançado a existência de 39 pedidos de repatriamento de Israel.
Quanto aos portugueses residentes no Irão, mantêm-se os dois pedidos de cidadãos nacionais que abandonaram o país no passado domingo. "Só restam 11 [cidadãos portugueses]. Dos números que tínhamos, eram 13, sendo que dois já saíram ontem [domingo]. Temos ainda a informação que, desses 13, quatro têm dupla nacionalidade", especificou.
"Depois há a situação dos outros residentes que estão na zona onde se está a desenrolar o conflito, que estão calmos", garantiu o membro do governo português.
O secretário de Estado frisou que o Governo tem pedido às pessoas, particularmente os residentes, para que se mantenham em casa e respeitam as recomendações das autoridades locais.