Subida do preço da energia vai aumentar inflação "a curto prazo"
A subida dos preços da energia, devido à guerra no Médio Oriente, vai fazer aumentar a inflação "a curto prazo" nos Estados Unidos, afirmou hoje o presidente da Reserva Federal dos EUA (Fed), Jerome Powell.
"As repercussões dos acontecimentos no Médio Oriente sobre a economia americana são incertas. A curto prazo, o aumento dos preços da energia fará subir a inflação global", afirmou em conferência de imprensa, após a reunião do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC).
No entanto, é "demasiado cedo para determinar a amplitude e a duração dos potenciais efeitos sobre a economia", acrescentou.
Powell afirmou que o ligeiro aumento dos preços previsto pela instituição para este ano já reflete o impacto da subida do preço do petróleo decorrente da guerra contra o Irão.
Em conferência de imprensa, o presidente do banco central indicou que previsões de inflação da Fed para este ano refletem um aumento de duas décimas até aos 2,7% para a inflação subjacente, "sem dúvida ligadas aos acontecimentos no Médio Oriente e ao preço do petróleo".
Por sua vez considerou que essa projeção inflacionária ligeiramente ascendente é também "um reflexo do lento progresso (no que diz respeito à queda dos preços) observada em matéria de direitos aduaneiros", um progresso que estamos convencidos de que irá ocorrer", acrescentou.
"É simplesmente uma questão de quanto tempo demorarão a ser absorvidos (os direitos aduaneiros) pela economia", afirmou Powell.
De qualquer forma, o presidente da Fed afirmou que seria de esperar, por volta de meados do ano, uma "desaceleração da inflação tarifária" decorrente da política comercial agressiva da adminstração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Salientou ainda que as novas projeções dos 19 membros do FOMC da Fed, que hoje revelaram que a maioria aposta em manter inalterada a taxa de juro ou em reduzi-la em apenas 0,25%, estão condicionadas pelo "desempenho da economia".
"Portanto, se não observarmos progressos, não haverá redução das taxas", reafirmou.