PR demite Padrino após mais de dez anos como ministro da Defesa
A Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, demitiu hoje o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, que chefiou as Forças Armadas durante quase todo o mandato do presidente deposto, Nicolás Maduro.
A decisão foi anunciada mais de dois meses depois do ataque militar norte-americano ao país sul-americano, que culminou na captura de Maduro e da mulher, a ex-congressista Cilia Flores.
"Agradecemos ao general Vladimir Padrino López a sua dedicação, a sua lealdade à pátria e por ter sido, durante todos estes anos, o primeiro soldado na defesa do nosso país. Estamos certos de que assumirá as novas responsabilidades que lhe forem confiadas com o mesmo empenho e honra", escreveu na plataforma digital Telegram Delcy Rodríguez, que lidera o país desde a captura de Maduro pelos Estados Unidos, no âmbito de uma ofensiva militar, a 03 de janeiro.
Ministro da Defesa desde 2014, Vladimir Padrino, de 62 anos, era o homem da confiança de Maduro na alta hierarquia militar.
Os militares, pilar do chavismo -- a doutrina do antigo presidente Hugo Chávez, a quem Maduro sucedeu -, expressaram a Padrino o seu apoio inabalável e uma "lealdade absoluta".
Para o substituir, Delcy Rodríguez nomeou Gustavo González López, chefe da guarda presidencial e da temida direção de contraespionagem desde a captura de Maduro -- um militar sancionado pelos Estados Unidos e pela União Europeia por violação de direitos humanos.
Além do armamento, as Forças Armadas da Venezuela controlam empresas mineiras, petrolíferas e de distribuição alimentar, bem como as alfândegas e ministérios importantes, por entre numerosas denuncias de abusos e corrupção.