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Governo Regional Madeira

"O governo não faz campos de golfe"

Albuquerque afirma que a "ideia" de Carlos Rodrigues "coincide" com a sua

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O Presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, defendeu esta sexta-feira, 13 de Março, a tese do social-emocrata Carlos Rodrigues, que hoje veio a público manifestar-se contra o Governo Regional assumir o papel de construtor de campos de golfe na Região. O chefe do Executivo Madeirense afirmou que a estratégia passa por criar as condições para que projectos privados possam avançar, sublinhando que o Governo não pretende construir directamente os campos.

“O governo não faz campos de golfe, o que o governo vai fazer é preparar todas as condições com grande qualidade para concessionar essas áreas”, explicou. 

Questionado sobre se as declarações de Carlos Rodrigues configuram uma crítica à sua governação, Albuquerque desvalorizou, defendendo a tese: "Não quero saber se é uma crítica, é a ideia dele e essa ideia coincide com a minha. Qual é a diferença?"

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À margem da cerimónia de inauguração da 'MedicBite Clinic', na cidade do Funchal, o governante destacou que os novos projectos de golfe na Região podem funcionar como polos de desenvolvimento económico e turístico, particularmente em zonas com menor atractividade.

Segundo Miguel Albuquerque, no caso do futuro campo de golfe do Faial, o Executivo Madeirense prevê avançar com a expropriação dos terrenos necessários e definir o projecto base antes de lançar o processo de "concessão, construção e exploração da área" com o objectivo final de "alienar o golfe”.

O Presidente do Governo Regional sublinhou também a importância de envolver nomes reconhecidos internacionalmente no desenho destes equipamentos, referindo exemplos já associados a projectos na Região. “Temos o Ballesteros no Porto Santo, temos o Nick Faldo na Ponta do Pargo e obviamente o do Faial também vai ter um bom designer para termos um campo em condições”, disse.

“Toda a gente anda a fazer uns dramas com o golfe e não há nenhum drama, são âncoras de desenvolvimento integral”, acrescentou, apontando que iniciativas como o golfe "trazem turistas de qualidade, trazem investimentos e trazem efeitos multiplicadores na economia”.

Para o governante, o golfe pode desempenhar um papel determinante no desenvolvimento de concelhos com menor procura turística, apontando o exemplo de Santana.

Vocês vão a Santana e é o concelho que neste momento tem menos atractividade turística. Eu acho que as pessoas lá querem desenvolvimento, querem progresso, querem postos de trabalho qualificados, querem investimento na economia e querem desenvolvimento. A melhor maneira de eu o fazer é criar polos de atractividade como o golfe. Miguel Albuquerque 

“Este é o programa do governo, é este que eu vou cumprir”, rematou.