DNOTICIAS.PT
País

Portugal tem 1,56 milhões de toneladas de reservas de produtos petrolíferos

None
Foto Shutterstock

Portugal contava com 1,56 milhões de toneladas de reservas físicas de petróleo e produtos petrolíferos no último trimestre do ano passado, de acordo com dados da ENSE -- Entidade Nacional para o Sector Energético.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou ontem que Portugal vai disponibilizar "em princípio" 10% das reservas estratégicas de petróleo para poder haver mais oferta e maior contenção nos preços dos combustíveis.

Segundo o mapa das reservas da ENSE, destas reservas, 538 mil toneladas são de crude, 51,4 mil toneladas de gasolina, 297,8 mil toneladas de gasóleo e 51 mil toneladas de GPL e Fuel.

Estão armazenadas em vários locais, incluindo na Petrogal em Sines e Matosinhos e na Companhia Logística de Combustíveis (CLC) em Aveiras.

Já 623,9 mil toneladas correspondem a 'tickets', ou seja, estão armazenadas em outros países.

De acordo com informação no 'site' da ENSE, a entidade "mais concretamente a unidade de reservas petrolíferas, na sua qualidade de Entidade Central de Armazenagem [ECA], é responsável por garantir trinta dias de reservas de segurança nacionais".

Além disso, "os operadores têm a obrigação de constituição dos 90 dias, sendo 30 dias constituídos obrigatoriamente pela ECA e sendo responsáveis pela constituição dos restantes 60 dias em local a informar obrigatoriamente à ENSE".

Em 03 de março, a ENSE disse à Lusa que Portugal dispõe de reservas para 93 dias de consumo, num cenário de disrupção, ressalvando que as importações nacionais não têm exposição a Ormuz nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas.

Conforme apontou na altura, a situação de Ormuz terá um impacto mais estrutural dos preços apenas se a situação se prolongar por muitas semanas.

Neste momento, não há razão para alarme, sendo apenas necessária, a curto prazo, uma monitorização atenta, disse a ENSE.

"Vamos partilhar com vários parceiros à escala internacional aquela que foi uma das conclusões da reunião do G7 e vamos disponibilizar uma parte importante, em princípio 10%, das nossas reservas estratégicas para poder haver mais oferta e maior contenção nos preços dos combustíveis", anunciou hoje Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas.

Portugal associa-se, assim, ao acordo dos países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) que decidiram hoje libertar no conjunto nos mercados 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas.

Com a libertação dos 400 milhões de barris de petróleo, mais do que o dobro da intervenção recorde anterior da agência no início da guerra na Ucrânia, quando libertou 182 milhões de barris de petróleo bruto, pretende-se compensar o abastecimento perdido devido ao encerramento efetivo do estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.