DNOTICIAS.PT
Guerra no Irão Mundo

Cimeira do G7 admitiu uso de reservas estratégicas de petróleo

Foto Shutterstock
Foto Shutterstock

Os ministros da Energia do G7, admitiram hoje utilizar as reservas estratégicas de petróleo para fazer face à volatilidade dos preços da energia provocada pela guerra no Médio Oriente.

Os ministros do G7 reunidos em Paris disseram que as medidas vão ser aplicadas em coordenação com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

"Apoiamos, em princípio, a implementação de medidas proativas para lidar com a situação, incluindo a utilização de reservas estratégicas", declararam os ministros da energia do G7 num comunicado conjunto divulgado hoje.

Segundo o jornal norte-americano Wall Street Journal, a AIEA propôs a utilização sem precedentes das reservas estratégicas de petróleo para conter a escalada dos preços.

O grupo dos sete países mais industrializados do mundo é constituído pelos Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá.

Entretanto, o ministro da Economia do Governo de Paris disse à Agência France Presse que a cimeira que decorre em Paris vai continuar a debater o assunto durante o dia de hoje. 

A subida do preço do petróleo foi provocada pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra Teerão no final do mês de fevereiro.

O Irão respondeu aos ataques visando Israel e alvos dos Estados Unidos na região. 

A cotação do barril do petróleo Brent para entrega em maio mantinha-se hoje de manhã no mercado de futuros de Londres estável face ao encerramento, com uma ligeira variação, subindo 0,33% para 88 dólares.

De acordo com os dados de mercado recolhidos pela agência de notícias espanhola EFE, às 07:00 de hoje (06:00 hora de Lisboa), o Brent, a referência europeia para o crude, subia 0,33% para 88,07 dólares.