Cimeira do G7 admitiu uso de reservas estratégicas de petróleo
Os ministros da Energia do G7, admitiram hoje utilizar as reservas estratégicas de petróleo para fazer face à volatilidade dos preços da energia provocada pela guerra no Médio Oriente.
Os ministros do G7 reunidos em Paris disseram que as medidas vão ser aplicadas em coordenação com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
"Apoiamos, em princípio, a implementação de medidas proativas para lidar com a situação, incluindo a utilização de reservas estratégicas", declararam os ministros da energia do G7 num comunicado conjunto divulgado hoje.
Segundo o jornal norte-americano Wall Street Journal, a AIEA propôs a utilização sem precedentes das reservas estratégicas de petróleo para conter a escalada dos preços.
O grupo dos sete países mais industrializados do mundo é constituído pelos Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá.
Entretanto, o ministro da Economia do Governo de Paris disse à Agência France Presse que a cimeira que decorre em Paris vai continuar a debater o assunto durante o dia de hoje.
A subida do preço do petróleo foi provocada pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra Teerão no final do mês de fevereiro.
O Irão respondeu aos ataques visando Israel e alvos dos Estados Unidos na região.
A cotação do barril do petróleo Brent para entrega em maio mantinha-se hoje de manhã no mercado de futuros de Londres estável face ao encerramento, com uma ligeira variação, subindo 0,33% para 88 dólares.
De acordo com os dados de mercado recolhidos pela agência de notícias espanhola EFE, às 07:00 de hoje (06:00 hora de Lisboa), o Brent, a referência europeia para o crude, subia 0,33% para 88,07 dólares.