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Protecção Civil pede cautela perto de rios, árvores e zonas inundadas

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Foto Lusa

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recomendou hoje aos cidadãos que, nos próximos dias, evitem atividades perto do mar e de rios, circulem com cautela em áreas arborizadas e não atravessem zonas inundadas.

Num aviso emitido às 16:00 de hoje, a ANEPC alerta ainda para a necessidade de desobstruir sistemas de escoamento de águas, incluindo através da "retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados"; de fixar adequadamente andaimes, 'placards' e outras estruturas suspensas na rua, e vasos e mobiliário em varandas, parapeitos e jardins; e de fechar e reforçar os estores e janelas dos edifícios.

Na estrada, as autoridades recomendam a adoção de "uma condução defensiva", com redução da velocidade e "especial atenção à formação de lençóis de água", e que se evite estacionar o carro em zonas que habitualmente inundam.

"Restrinja ao máximo o possível os movimentos de veículos e pessoas apeadas nas áreas potencialmente afetadas por cheias", apela a ANEPC, lembrando que a "adoção de comportamentos adequados" permite mitigar os efeitos da precipitação, vento e agitação marítima previstas para os próximos dias.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para os próximos dias a ocorrência nas regiões Norte e Centro de "períodos de chuva, por vezes forte e persistente", e de "vento forte, com rajadas até 90 km/h nas terras altas", bem como de "ondas de noroeste até seis metros, podendo atingir os 11 metros de altura máxima", na costa ocidental de Portugal continental, refere o comunicado.

Segundo a mesma nota, a Agência Portuguesa do Ambiente antevê também uma "situação hidrológica potencialmente perigosa" nas bacias dos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado e o seguimento da evolução da situação nas bacias dos rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana.

"A precipitação intensa registada nos últimos dias provocou a subida dos caudais dos rios, prevendo-se que se mantenham elevados nos próximos dias. A continuação da precipitação aumenta o risco de inundações e cheias, risco agravado pelas descargas das barragens espanholas", alerta a ANEPC.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.