Portugueses em Trinidade e Tobago votaram com boletins da 1.ª volta
Os emigrantes portugueses na República de Trinidade e Tobago, perto da Venezuela, votam nestas eleições presidenciais com boletins da primeira volta, porque os impressos com os candidatos à segunda volta não chegaram a tempo, segundo fonte oficial.
De acordo com fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, foram enviados mais de dois milhões de boletins de voto, com os dois candidatos admitidos ao segundo sufrágio, para um total de 187 mesas de voto, visando a realização do ato eleitoral em 78 países.
Tratou-se de uma operação realizada em estreita cooperação com a Administração Eleitoral da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI) e com a Imprensa Nacional Casa da Moeda.
Os portugueses residentes no estrangeiro votaram sábado e votam hoje para escolher o próximo Presidente da República, presencialmente como obriga a lei, mas a possibilidade de uma segunda volta, que não acontecia desde 1986, fez recear que os boletins com os dois candidatos não chegassem a tempo aos locais de voto.
Estes boletins chegaram a praticamente todos os locais de voto, exceto à República de Trindade e Tobago, de acordo com o MNE português.
O Portal das Comunidades Portuguesas refere que não existe representação diplomática portuguesa permanente em Trinidade e Tobago.
Assim, os assuntos relacionados com este país são acompanhados pelo Consulado Geral de Portugal em Caracas.
Segundo os dados do Ministério da Administração Interna (MAI), os portugueses emigrantes na Europa, América e África deram a vitória a André Ventura na primeira volta, realizada a 18 de janeiro. Na Ásia e Oceânia, o mais votado foi Luís Marques Mendes.
Na primeira volta votaram 72.756 (4,09%) dos 1.777.019 emigrantes inscritos para este escrutínio, sendo que a taxa de abstenção (95,91%) diminuiu face às últimas eleições presidenciais (2021), em que votaram apenas 29.153 (1,88%) dos 1.549.380 emigrantes.
Para escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro, estão inscritos mais de 11 milhões de portugueses.
No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.