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Nuno Melo apelou ao voto apesar das circunstâncias difíceis da eleição

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FOTO MANUEL FERNANDO ARAUJO/LUSA

O ministro da Defesa, Nuno Melo, apelou hoje, no Porto, ao voto, apesar de considerar que a eleição decorre em circunstâncias muito difíceis, destacando o papel do chefe de Estado no momento que o país atravessa.

Em declarações após ter votado na Escola Manoel de Oliveira, o governante e líder do CDS-PP afirmou: "A primeira coisa que gostava de recordar é que este ato eleitoral acontece em cima de circunstâncias muito difíceis. Neste momento, militares, polícias, guardas, bombeiros, muitos voluntários, autarcas estão empenhados no auxílio às populações".

Nuno Melo lembrou o seu caso pessoal para destacar que em causa "não está apenas a escolha de um chefe de Estado, está também a escolha do Comandante Supremo das Forças Armadas", com quem terá de se relacionar enquanto ministro da Defesa, ao longo do mandato.

"E até também por causa destas circunstâncias, é bom de ver a importância e a presença de um chefe de Estado nos momentos mais difíceis", continuou o governante, apelando às pessoas que "tenham plena noção que esta não é uma eleição menor. (...) Votem como quiserem, mas votem".

Questionado se está preocupado com um eventual aumento da abstenção, Nuno Melo admitiu parecer-lhe que, em relação à primeira volta, "o fluxo aparentemente é menor".

"Mas seja como seja, acho que deve ser um esforço permanente de quem como eu preza a democracia e quer que a democracia se manifeste através do voto na escolha dos representantes do povo, e o chefe de Estado, eu diria o mais alto, dos representantes, não é uma figura simbólica", prosseguiu.

O ministro considerou, ainda, estarem reunidas as condições para a eleição, assinalando que "na maior parte do país as eleições decorrem de forma normal" e que nos locais "onde o ato eleitoral não é possível [hoje], será possível mais tarde".

As assembleias de voto abriram às 08:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira para a segunda volta das eleições presidenciais, encerrando às 19:00.

Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.

Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro.

No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura, 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.

António José Seguro, apoiado pelo PS desde a primeira volta e pelos partidos à esquerda depois, surgirá em primeiro lugar no boletim de voto, seguido por André Ventura, presidente do Chega.

O universo eleitoral é idêntico ao das eleições de 18 de janeiro: 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.

Na primeira volta da eleição que vai determinar o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa ficaram para trás Luís Marques Mendes, Henrique Gouveia e Melo, Cotrim Figueiredo, António Filipe, Catarina Martins, Jorge Pinto, Humberto Correia, André Pestana e Manuel João Vieira.