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Protecção Civil admite que "pontualmente" exista descoordenação na resposta

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A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) afirmou hoje que o trabalho de coordenação entre as várias entidades na resposta ao mau tempo tem sido "extremamente positivo", admitindo que pode haver "pontualmente" algum tipo de descoordenação.

"Não vou negar que pode haver pontualmente algum tipo de descoordenação, mas o trabalho final, aquilo que se pode avaliar neste momento, é que existe e que há uma grande entreajuda entre todas as entidades, para da melhor forma possível fazermos e cumprirmos a nossa missão", disse o comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre, após ser questionado sobre críticas quanto à coordenação entre Proteção Civil, Forças Armadas, autarquias e Governo.

Numa conferência de imprensa na sede da ANEPC, em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, Mário Silvestre disse que não tem chegado à Proteção Civil queixas sobre descoordenação: "O que nos tem chegado e o que nos tem permitido trabalhar da forma como temos trabalhado é exatamente o contrário, é a coordenação que tem existido no terreno."

"O trabalho que tem sido feito pelos serviços municipais de proteção civil, em colaboração direta com todos os agentes de proteção civil ao nível municipal e depois subsidiariamente ao nível sub-regional, regional e nacional, tem sido extremamente positivo", declarou o comandante nacional da ANEPC.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.