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Madeira

TSD/M reunidos nos Prazeres com renovação quase total das lideranças concelhias

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Os Trabalhadores Social-Democratas da Madeira estão reunidos, nos Prazeres, concelho da Calheta, para o Conselho Regional da estrutura, encontro marcado pela apresentação das novas Comissões Políticas Concelhias eleitas ao longo da última semana.

A sessão decorre no Auditório do Clube Desportivo dos Prazeres, após o processo eleitoral interno realizado nos onze concelhos da Região, do qual resultou uma renovação praticamente generalizada das lideranças locais. Apenas a estrutura do Porto Santo manteve o mesmo presidente.

À entrada para a sessão magna, o presidente dos TSD/M, Amílcar Gonçalves, destacou o alcance do processo, sublinhando que “foi feito um trabalho intenso de proximidade em toda a Região, ouvindo trabalhadores e reforçando a ligação dos TSD ao mundo laboral e sindical”, lembrando que a estrutura assume precisamente esse papel dentro do PSD.

Para o dirigente, o resultado eleitoral traduz um sinal claro de renovação interna. “A renovação é essencial para manter a estrutura viva, participativa e próxima dos trabalhadores. Era importante abrir espaço a novas lideranças e novas dinâmicas”, afirmou, apontando a elevada participação como indicador de mobilização das bases.

Foram eleitos Rui Melim (Porto Santo), Henrique Silva (Porto Moniz), Cláudio Gouveia (São Vicente), Cláudia Sofia Barradas (Calheta), Rui Serrão (Ponta do Sol), Marcelo Caldeira (Ribeira Brava), Ilídio Sousa (Câmara de Lobos), David Inácio (Santa Cruz), João André Teixeira (Machico), Marco Pedro Freitas (Santana) e Ana Bracamonte (Funchal).

O Conselho Regional deverá ainda marcar as eleições das Secções Laborais dos TSD, organizadas por sectores profissionais, reforçando a representação especializada dentro da estrutura social-democrata, além de proceder à análise da situação política regional e nacional e à aprovação da lista de delegados ao Congresso Regional do PSD Madeira, agendado para 18 e 19 de Abril.

Em final de mandato à frente dos TSD, cargo que ocupa desde 2019, Amílcar Gonçalves admitiu que um dos principais desafios passa por manter a mobilização partidária num período sem eleições próximas. “Quando não existem actos eleitorais durante algum tempo há sempre o risco de adormecimento das estruturas. Cabe-nos manter a militância activa e preparar novos quadros”, alertou.

O responsável reconheceu ainda que os momentos congressuais tendem a gerar tensões internas, mas relativizou o impacto dessas divergências, considerando que “fazem parte da dinâmica democrática dos partidos e acabam sempre por estabilizar depois das escolhas feitas”.