Cancro continua a ser a principal causa de morte dos madeirenses
Números de 2024, revelados hoje pela Direcção Regional de Estatística, apontam para um crescimento de 4,3% face a 2023
O cancro do cólon, recto e ânus foi aquele que teve maior expressão, sendo responsável por 92 óbitos na Região de um total de 2.574 mortes.
O cancro, na sua distribuição pelos vários tipos de tumores malignos, continua a ser a principal causa de morte dos madeirenses. Isso mesmo confirmam os dados estatísticos sobre a mortalidade referentes ao ano de 2024, hoje revelados pela Direcção Regional de Estatística (DREM), com 677 dos 2.574 dos residentes na Madeira e no Porto Santo.
E foi o cancro do cólon, recto e ânus aquele que teve maior expressão, sendo responsável por 92 óbitos na Região, seguindo-se o cancro na traqueia, brônquios e pulmão, com 86 mortes.
Como segunda causa de morte na Madeira, em 2024, colocam-se as doenças do aparelho circulatório, com o óbito de 642 pessoas.
A tríade mais mortal completa-se com as doenças do aparelho respiratório, tocando a 386 óbitos, o que traduz, ainda assim, uma redução de 8,5% face a 2023.
Nas contas divulgadas pela DREM continua a entrar a covid-19, que, em 2024, terá sido responsável por 21 dos óbitos de cidadãos residentes na Região, número inferior ao do ano precedente em 20 óbitos.
"No que respeita ao sexo, a taxa de mortalidade padronizada das mulheres na RAM situou‑se em 770,8 óbitos por 100 mil habitantes, valor significativamente inferior ao dos homens (1 189,4). Apesar das taxas regionais serem mais elevadas, a diferença entre sexos manteve‑se semelhante à observada a nível nacional, onde as mulheres registaram 691,0 óbitos por 100 mil habitantes e os homens 1 093,5", acrescenta a DREM.