"Em Machico acabaram as injustiças", diz Sindicato Nacional da Proteção Civil
O Sindicato Nacional da Proteção Civil (SNPC) reagiu, hoje, às declarações do Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores (SNBS), relativas à decisão da Câmara Municipal de Machico de integrar 21 operacionais na carreira de bombeiro sapador, conforme noticiada pelo DIÁRIO.
Sindicato denuncia falta de comandante nos Bombeiros de Machico há 12 anos
O Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores denunciou, hoje, através de comunicado, a falta de comandante no Corpo de Bombeiros Municipais de Machico, uma situação que se arrasta há 12 anos e sobre a qual o sindicato já agiu judicialmente contra a Câmara Municipal de Machico, processo que ainda se encontra em curso.
Em comunicado, o SNPC considera que estes profissionais exerceram, durante vários anos, funções correspondentes à carreira de bombeiro sapador, apesar de estarem remunerados como assistentes operacionais. Segundo o sindicato, “trabalharam como bombeiros sapadores, foram tratados como assistentes operacionais e receberam como tal”, sustentando que esta situação constituiu “a verdadeira ilegalidade” e uma “injustiça que se arrastou no tempo”.
A estrutura sindical afirma ter acompanhado o processo desde o início, referindo que foi “a única estrutura sindical que assumiu, sem ambiguidades, a defesa da correção desta situação”, acrescentando que insistiu na regularização do enquadramento profissional dos trabalhadores.
O SNPC manifesta ainda estranheza perante as posições agora assumidas pelo SNBS, defendendo que a decisão do presidente da Câmara Municipal de Machico de integrar os operacionais na carreira “não é um capricho político”, mas antes “a correcção de uma incongruência evidente” e o cumprimento de um compromisso anteriormente assumido.
No mesmo comunicado, o sindicato reafirma o apoio aos 21 operacionais, considerando que vêem agora reconhecida “a carreira que já desempenhavam na prática há vários anos”, sublinhando que “a dignidade profissional não é uma ameaça à legalidade. Pelo contrário, é a sua concretização”.
O Sindicato Nacional da Proteção Civil garante que continuará “vigilante, firme e determinado na defesa de todos os trabalhadores da protecção civil”, dando este processo como concluído, embora assegure acompanhamento futuro da situação.