Trump e Zelensky conversam por telefone na véspera de novas negociações
O Presidente norte-americano, Donald Trump, e o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, mantiveram hoje uma conversa telefónica, indicou uma fonte da Casa Branca citada pela agência noticiosa France-Presse.
A conversa antecedeu as negociações agendadas para quinta-feira em Genebra entre o negociador ucraniano Rustem Umerov e os enviados norte-americanos, Steve Witkoff e Jared Kushner, com o objetivo de preparar novas negociações trilaterais com a Rússia, previstas para março.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022 e, após quatro anos de guerra, as tropas russas ocupam, no total, um pouco mais que 19% do território ucraniano, a maior parte do qual conquistado durante as primeiras semanas do conflito.
Moscovo declarou a anexação unilateral de quatro regiões ucranianas em 2022, mas o Exército russo não conseguiu até agora conquistá-las, controlando Kiev ainda mais de um quinto de Donetsk e um terço de Kherson e Zaporijia.
Aproximadamente 7%, incluindo a Crimeia e algumas zonas do Donbass, já estavam sob controlo russo ou de separatistas pró-russos antes da invasão de 2022.
O quarto ano do conflito foi marcado por rondas de negociações entre as partes beligerantes e os Estados Unidos, com Donald Trump a pressionar para uma solução diplomática.
Volodymyr Zelensky indicou que as posições russa e ucraniana "ainda divergem", após a última ronda de negociações em Genebra, realizada na quarta-feira passada.
A guerra na Ucrânia, desencadeada pela invasão russa de fevereiro de 2022 e que se tornou o conflito mais sangrento em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial, entrou na terça-feira no seu quinto ano.
Após anos de combates e bombardeamentos mortíferos, o número de vítimas continua incerto.
De acordo com a última contagem da ONU, em 2025, quase 15.000 civis foram mortos e 40.600 ficaram feridos em território ucraniano, mas o número real de vítimas é "provavelmente muito maior", principalmente devido à dificuldade de acesso às zonas ocupadas.
Os ataques lançados em resposta pela Ucrânia contra as regiões fronteiriças russas resultaram em centenas de mortes, segundo as estimativas.
Na frente militar, Zelensky reconheceu, no início deste mês, a morte de 55.000 soldados ucranianos desde 2022, um número considerado subestimado, devido às dezenas de milhares de desaparecidos.
O Exército russo mantém o silêncio sobre as suas perdas, mas, de acordo com o serviço russo da BBC e o órgão de comunicação social russo Mediazona, que citam dados de fontes abertas, sofreu mais de 177 mil mortes.
Os meios de comunicação independentes publicaram hoje que o exército russo perdeu mais de 200 mil homens em quatro anos de conflito, que dura há mais tempo do que a participação da antiga União Soviética (URSS) na Segunda Guerra Mundial (1941-1945).