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Islândia prevê realizar referendo até 2027 sobre adesão à União Europeia

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A Islândia vai começar "em breve" os preparativos para um referendo, a realizar no máximo até 2027, sobre a possível reabertura das negociações de adesão à UE, anunciou hoje a primeira-ministra islandesa, Kristrun Frostadottir.

"Os preparativos para um referendo sobre a possível reabertura das negociações de adesão da Islândia à UE começarão em breve. Os islandeses querem maior integração com a Europa, respeitando a sua identidade distinta e singularidade como nação", afirmou, em Varsóvia, durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, no final de uma reunião em que analisaram o futuro do projeto europeu e a situação de segurança no continente.

"Já temos muito para oferecer. No entanto, acima de tudo, quero sublinhar que estamos unidos pelo respeito pela singularidade de cada país europeu, bem como pelo espírito de colaboração", sublinhou o primeiro-ministro polaco, que presidiu ao Conselho Europeu entre 2014 e 2019.

Frostadottir também salientou que, por não ser um país continental e não ter as mesmas fronteiras que os países da UE, a Islândia tem "um ambiente geopolítico específico que deve ser tido em conta em qualquer processo de negociação".

Por seu lado, Tusk saudou os planos para realizar o referendo e expressou o forte apoio à integração de Reiquiavique na comunidade europeia.

Tusk salientou que o caso da Islândia é um claro exemplo de como a UE "continua a ser atraente para muitos países", o que "desmente as teses que sugerem uma suposta desintegração do bloco".

"A Islândia mostra que a Europa resiste. Porque a Islândia é também a Europa", disse o chefe do executivo polaco, que acrescentou que ficaria muito satisfeito se a Islândia e também a Noruega fizessem parte "da mesma comunidade política que a Polónia".

Ambos os líderes destacaram uma "avaliação idêntica" da situação de segurança na Europa desde a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Tusk sublinhou que tanto a Polónia como a Islândia estão convencidas de que apenas uma paz justa e a cessação da agressão russa oferecem uma oportunidade futura positiva para a Europa.

A Islândia candidatou-se à adesão à UE em julho de 2009 e iniciou oficialmente as negociações de adesão no ano seguinte.

No entanto, o país solicitou a suspensão das conversações em 2013 e, dois anos depois, pediu para não ser formalmente considerado um país candidato.

No entanto, a atual coligação governamental, liderada pelo social-democrata Frostadottir, chegou a um pacto para realizar um referendo sobre o assunto, até 2027 no máximo.

Depois de o 'site' POLITICO ter publicado há alguns dias que há planos para antecipar a votação para agosto próximo, a ministra dos Negócios Estrangeiros islandesa, Thorgerdur Katrin Gunnarsdottir, disse ao jornal Morgunbladad na terça-feira que ainda não foi marcada uma data.

"Há apenas duas coisas certas nesta questão: por um lado, que, de acordo com o acordo do governo, a votação sobre a retoma das negociações terá lugar até, no máximo, 2027 e, por outro, o que disse no início desta sessão da primavera, que apresentarei a moção parlamentar para uma resolução nesta sessão da primavera," afirmou.

"Isto é o que foi decidido e nada mais foi decidido", garantiu.