Londres diz que a Rússia está a recorrer a tropas com pouco treino
A maioria das forças regulares da Rússia envolvidas na invasão da Ucrânia há quatro anos já não se encontra disponível obrigando Moscovo a recorrer a efetivos mal treinados, disseram hoje os serviços de informações britânicos.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala no dia 24 de fevereiro de 2024 contra todo o território ucraniano.
De acordo com os serviços de informações do Executivo de Londres, aliado de Kiev, a Rússia está neste momento a "reestruturar as forças" devido ao número de baixas elevado o que limita a capacidade de formar novas unidades ou reconstituir as existentes.
"As mais de 1.250.000 baixas russas, incluindo mortos e feridos, prejudicaram a qualidade da força russa", indicaram os serviços britânicos de informações ligados ao Ministério da Defesa.
Segundo os mesmos dados, a maioria dos efetivos do Exército russo, atualmente, receberam treino mínimo, obrigando os comandantes a utilizar táticas básicas para obter avanços.
Neste sentido, Londres referiu que as forças russas adaptaram as táticas, aumentando a utilização de veículos ligeiros, aparelhos aéreos não tripulados e equipas de infiltração, permitindo ultrapassar as posições defensivas ucranianas e perturbar a logística da Ucrânia.
O relatório do Governo britânico, divulgado hoje através das redes sociais, menciona que Moscovo "acelerou" os "avanços territoriais" na Ucrânia em 2025, atingindo o auge no final do ano.
Apesar dos avanços, o documento acrescenta que as operações ofensivas contínuas foram apoiadas pela "tolerância" da liderança russa face às elevadas baixas e pela vantagem quantitativa das forças da Rússia em relação ao contingente militar ucraniano.