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A Guerra Mundo

Chanceler alemão nega que Rússia esteja a ganhar a guerra

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O chanceler alemão, Friedrich Merz, acusou hoje a Rússia de realizar o "mais profundo nível de barbárie", mas sublinhou que Moscovo não está a vencer a guerra, na véspera do quarto aniversário da invasão da Ucrânia pelas forças russas.

"Isto faz parte da propaganda e (...) no contexto da guerra psicológica. A Rússia quer que acreditemos nisso, mas os factos são bastante diferentes", disse o chefe do Governo da Alemanha, país que é um dos principais apoiantes de Kiev.

"Na frente, a Rússia já não está a ganhar terreno, pelo contrário. Fevereiro foi marcado por ganhos impressionantes de terreno pelo exército ucraniano, e a economia russa sofre mais com as sanções e a guerra do que os meios de comunicação social por vezes nos conseguem sugerir", acrescentou o líder alemão, num evento em Berlim para apoiar Kiev, na presença do embaixador da Ucrânia na Alemanha.

Embora a União Europeia (UE) não possa adotar hoje novas sanções - o 20.º pacote - contra a Rússia devido a um veto da Hungria, segundo anteviu a chefe da diplomacia do bloco europeu, Kaja Kallas, Merz instou os parceiros europeus a "não relaxarem os esforços no apoio conjunto à Ucrânia".

"Estamos num ponto de viragem que pode decidir o destino de todo o nosso continente", continuou.

O chanceler alemão deixou um aviso: "Todos devemos estar conscientes de que a forma como terminarmos esta guerra na Europa terá um impacto duradouro nas nossas vidas e no nosso papel no mundo".

Depois dos Estados Unidos, a Alemanha é o maior apoiante militar da Ucrânia.

Segundo uma base de dados do Instituto de Kiel, Berlim forneceu ajuda militar no valor de cerca de 20 mil milhões de euros até 31 de dezembro de 2025, ultrapassada apenas pelos Estados Unidos, com quase 65 mil milhões de euros.

No final de 2025, segundo o Registo Central de Estrangeiros, quase 1,330 milhões de refugiados ucranianos residiam na Alemanha.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).