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Mais de 80 mortos em ataques no Afeganistão

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Mais de 80 pessoas morreram hoje nos ataques aéreos paquistaneses realizados no Afeganistão, disse fonte da segurança do Paquistão.

Estes ataques visaram grupos de militantes rebeldes paquistaneses baseados no Afeganistão, em resposta a recentes atentados suicidas no Paquistão, acrescentou a mesma fonte, que pediu para não ser identificada, citada pela agência de notícias France-Presse.

A AFP salientou que não conseguiu confirmar o balanço avançado pelas autoridades paquistanesas.

O Governo afegão tinha anunciado durante a noite que dezenas de pessoas morreram ou ficaram feridas em ataques aéreos do Paquistão, contra sete alegados campos de terroristas.

O porta-voz do Governo talibã de Cabul, Zabihullah Mujahid, disse que os ataques atingiram habitações e uma escola islâmica, sendo a maioria das vítimas civis.

Horas antes, o Paquistão afirmou ter realizado ataques junto à fronteira com o Afeganistão, visando esconderijos de rebeldes paquistaneses, que Islambade responsabilizou pelos recentes ataques dentro do país.

O Governo paquistanês não avançou pormenores sobre os ataques.

O ministro da Informação paquistanês, Attaullah Tarar, indicou, numa publicação nas redes sociais, que as forças armadas conduziram "operações seletivas baseadas em informações" contra sete campos pertencentes aos talibãs paquistaneses, também conhecidos como Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), e afiliados.

O governante paquistanês disse que um grupo afiliado do movimento fundamentalista Estado Islâmico também foi alvo de ataques na região fronteiriça.

Em outubro, o Paquistão realizou ataques em território afegão para atingir alegados esconderijos dos rebeldes.

O TTP é autónomo, mas intimamente aliado aos talibãs do Afeganistão, que regressaram ao poder em 2021. Islamabade acusa o TTP de operar a partir do interior do Afeganistão, uma acusação que tanto o grupo como Cabul negam.

As relações entre os países vizinhos mantêm-se tensas desde outubro, quando confrontos mortais na fronteira mataram dezenas de soldados, civis e suspeitos de pertencerem às milícias. A violência ocorreu após explosões em Cabul, que as autoridades afegãs atribuíram ao Paquistão.

Um cessar-fogo mediado pelo Qatar tem sido amplamente respeitado, mas as negociações em Istambul não conseguiram produzir um acordo formal, e as relações continuam tensas.

"Durante os últimos três meses de 2025, 70 civis foram mortos e 478 ficaram feridos no Afeganistão por ações atribuídas às forças paquistanesas", indicou um relatório da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão, publicado a 08 de fevereiro.