Um morto e cinco feridos em ataques noturnos russos
Pelo menos uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas na região de Kiev, a capital ucraniana, em resultado dos ataques russos da noite de sábado, reportaram as autoridades ucranianas, registando também danos no sistema energético.
Na localidade de Putrivka, na região de Kiev, oito pessoas, entre as quais uma criança, ficaram debaixo de escombros após um ataque russo, sendo que cinco tiveram de ser hospitalizadas, tendo uma morrido a caminho do hospital, informou o serviço de emergências ucraniano.
Oleg Kiper, autarca da cidade de Odesa, no sul, disse que as forças russas continuam a atacar "em massa" o setor energético da região.
"Esta noite a Rússia lançou novamente drones contra instalações da infraestrutura energética. Em consequência, amplas zonas incendiaram-se. Os fogos já foram todos combatidos pelos serviços de emergência. Por sorte não há mortos nem feridos", escreveu na rede social Telegram, acrescentando que as autoridades ainda estão a avaliar e a reparar os danos sofridos.
Por outro lado, o Ministério da Defesa russo comunicou que as defesas antiaéreas abateram, também na noite de sábado, 86 drones ucranianos sobre oito regiões do país.
Segundo a mesma fonte, a região mais castigada, com 29 ataques, foi Belgorod, atacada há meses com drones e mísseis ucranianos.
Saratov, Voronezh, Smolensk, Briansk, Kursk, Kaluga e Moscovo também sofreram ataques.
No sábado, o exército ucraniano atacou as instalações da fábrica que produz os mísseis balísticos hipersónicos Oreshnik, na região de Udmurtia, a cerca de mil quilómetros de Moscovo e a mais de 1.500 da fronteira.
Segundo o estado-maior das forças armadas da Ucrânia, o ataque, que causou 11 feridos, três dos quais tiveram de ser hospitalizados, recorreu a mísseis de cruzeiro FP-5 Flamingo e não a drones, como disseram as autoridades russas.
Quase quatro anos após a invasão da Ucrânia pela Rússia, realizaram-se, na terça e na quarta-feira, em Genebra, na Suíça, conversações diretas entre Moscovo e Kiev, mediadas pelos Estados Unidos, qualificadas como difíceis por ambas as partes e que terminaram sem progressos tangíveis.
As conversações trilaterais visam pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, iniciada com a invasão ordenada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, em 24 de fevereiro de 2022, naquele que é o mais grave conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
As negociações continuam bloqueadas pela exigência russa de que Kiev se retire do Donbass, região industrial no leste da Ucrânia atualmente quase totalmente sob controlo das forças russas.
Na sexta-feira, o Presidente ucraniano, Vlodymyr Zelensky, adiantou que dentro de dez dias haverá nova negociação trilateral, provavelmente também em Genebra.