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Venezuela e Estados Unidos concordam em combater em conjunto o tráfico de droga

Foto DR/Francis Donovan
Foto DR/Francis Donovan

O Governo da Venezuela disse que a presidente interina concordou, numa reunião com o chefe do comando militar norte-americano para a América Latina e Caraíbas, em combater de forma conjunta o tráfico de droga.

O ministro das Comunicações da Venezuela, Miguel Ángel Pérez Pirela, disse na quarta-feira que Delcy Rodríguez se encontrou com o chefe do Comando Sul dos EUA, Francis Donovan, em Caracas.

"Ambos os países concordaram em trabalhar na elaboração de uma agenda de cooperação bilateral para combater o narcotráfico", bem como para abordar conjuntamente a questão da migração, afirmou Pérez Pirela.

Inicialmente, o ministro tinha dito, na rede social X, que também tinha sido acordada uma luta conjunta contra o terrorismo, mas posteriormente apagou a declaração.

Pérez Pirela disse que o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, e o ministro do Interior, Diosdado Cabello, também estiveram presentes na reunião.

"O encontro reafirma que a diplomacia deve ser o mecanismo para resolver divergências e abordar questões de interesse bilateral e regional, de interesse para todas as partes", acrescentou.

Horas antes, a chefe de missão dos Estados Unidos na Venezuela tinha confirmado a visita de Francis Donovan à Venezuela, menos de dois meses após as forças armadas norte-americanas terem capturado o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Também na rede social X, Laura Dogu disse que o chefe do Comando Sul reuniu-se com "as autoridades interinas para avaliar a questão da segurança (...) e para avançar no objetivo de uma Venezuela alinhada com os Estados Unidos".

O "tema da segurança" e "o plano de três fases" do presidente Donald Trump em relação ao país sul-americano, foram temas nos encontros que o comandante norte-americano teve na capital venezuelana, informou também a embaixada dos Estados Unidos em Caracas.  

O plano tem, segundo Washington, três fases para a transição na Venezuela, após a captura de Nicolás Maduro e da esposa, Cilia Flores, em 03 de janeiro.

As três fases seriam a de estabilização do país e "restauração da segurança", a recuperação da economia e uma "transição" para uma "Venezuela amigável, estável, próspera e democrática".

Segundo outra publicação da embaixada no X, o general Donovan reiterou às autoridades de Caracas o compromisso do seu país "com uma Venezuela livre, segura e próspera, em benefício do povo venezuelano, dos Estados Unidos e do hemisfério ocidental".

Desde a sua chegada ao poder, a presidente interina venezuelana Delcy Rodríguez, antiga vice-presidente de Nicolas Maduro, abriu sob pressão norte-americana o setor petrolífero ao setor privado e prometeu uma lei de amnistia atualmente em debate na Assembleia Nacional, iniciando uma normalização das relações diplomáticas com Washington, que foram quebradas em 2019.