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Navalny envenenado com toxina mortal encontrada em sapos-dardo sul-americanos

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Foto Shutterstock

O líder da oposição russa Alexei Navalny morreu envenenado com uma toxina mortal encontrada em sapos-dardo da América do Sul, anunciaram hoje num comunicado conjunto o Reino Unido, a Suécia, a França, a Alemanha e os Países Baixos.

Os países sublinharam que os seus governos chegaram a esta conclusão com base em amostras laboratoriais recolhidas do corpo de Navalny, que confirmaram conclusivamente a presença da neurotoxina epibatidina.

Londres anunciou ainda que vai denunciar o envenenamento à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), "como uma violação flagrante da Rússia" da sua convenção e pediu a Moscovo que "cesse imediatamente esta perigosa atividade".

"Só o Governo russo tinha os meios, o motivo e a oportunidade de utilizar esta toxina letal contra Alexei Navalny durante a sua prisão na Rússia", disse a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, citada no comunicado.

"Hoje, juntamente com a sua viúva, o Reino Unido destaca o plano bárbaro do Kremlin para silenciar a sua voz", acrescentou.

A descoberta confirma a teoria apresentada pela viúva daquele líder da oposição, Yulia Navalnaya, que afirmou em setembro passado que o seu marido tinha sido envenenado.

A Rússia sempre afirmou que o ativista anticorrupção tinha morrido de causas naturais em fevereiro de 2024, aos 47 anos, numa prisão na Sibéria, quando cumpria uma pena de 19 anos de prisão por acusações que denunciou como tendo motivos políticos.

Após a sua morte, as autoridades recusaram-se durante vários dias a libertar o corpo, o que suscitou suspeitas entre os seus apoiantes, que acusaram o governo de o ter "assassinado" e de o tentar encobrir.

O Reino Unido, a Suécia, a França, a Alemanha e os Países Baixos afirmam que vão utilizar "todos os instrumentos políticos" ao seu dispor para continuar a exigir a responsabilização da Rússia.

A imprensa britânica indica não ser claro o modo como Navalny teria sido envenenado com a toxina, que se estima que seja 200 vezes mais potente do que a morfina.