Cheias, derrocadas e destelhamentos
As populações alagadas nos seus pertences têm sido solidárias, e bem, umas com as outras.
Quem tem muitíssimos milhões de euros de lucro, como a EDP, Banca ou Sonae estão quedos, surdos e mudos! Faz sentido. As cheias não dão dinheiro e, os acionistas não querem saber dos desvalidos acidentados, para coisíssima nenhuma. Nada!
A situação em Coimbra está agravada com a derrocada de diques.
O presidente da República e o 1.º ministro, no local, repetiram:
''Ninguém vai ficar para trás'', a ver vamos... em Pedrogão ficou.
A incapaz ministra da Administração Interna demitiu-se por dupla incompetência, dela, e do chefe do desgoverno, sem capacidade de reação e insuficiência de reporte.
O executivo esteve ausente durante a tempestade Kristin e, no que toca às Forças Armadas(FA), só receberam ordem de prontidão máxima, quando a destruição e as derrocadas já duravam há 7 dias(!).
Este ministro da Defesa, não está cá.... Acresce a descoordenação entre a Proteção Civil e as FA. Esta gravíssima falha urge retificar.
Os nossos concidadãos alvos das tragédias merecem urgentes robustos apoios: á reconstrução das habitações, nomeadamente telhados; isenção do IMI para habitações atingidas; indemnizações para quem perdeu familiares ou ficou com incapacidades permanentes.
Agora é hora de salvar pessoas e animais. Após, preparemo-nos seriamente para eventos climáticos extremos. As ilações não podem ficar só em folhas de papel. Reagir é muito mais nocivo e caro, que prevenir. Mãos à obra. Tomara!
Vítor Colaço Santos