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Madeira

Deputado do Chega volta à carga com as pescas agora com equipamentos avariados

Acusa a Direção Regional de Pescas de usar limites às descargas para esconder avarias

Foto DR/CH
Foto DR/CH

O deputado do Chega (CH) eleito pelo círculo da Madeira, Francisco Gomes, volta a apontar o dedo à Direção Regional das Pesca, desta feita de "estar a impor limites às descargas de atum para esconder a degradação grave dos equipamentos, resultante da falta de manutenção, de cuidado e da incompetência da liderança, que não assegura a reparação de infraestruturas essenciais ao funcionamento do sector", acusa.

Segundo o deputado, "equipamentos fundamentais encontram-se avariados desde o final de 2024, nomeadamente o túnel de congelados e a câmara de refrigerados, comprometendo a capacidade de resposta dos serviços" e "a esta situação soma-se a avaria da máquina de gelo do Funchal, obrigando embarcações de maior dimensão a abastecer no Caniçal e os barcos mais pequenos a deslocarem-se ao Paul do Mar ou ao Porto Moniz, com custos acrescidos e perda de tempo operacional", garante.

Francisco Gomes sublinha que, "se o equipamento estivesse funcional, os serviços poderiam descarregar pelo menos 30 toneladas de peixe por dia", mas "devido às avarias prolongadas e à ausência de intervenção, a capacidade actual está limitada a cerca de 10 toneladas diárias, razão pela qual a Direção Regional optou por impor limites administrativos às descargas", assegura.

"Em vez de arranjarem o que está avariado, limitam quem trabalha. Isto é gestão aos pontapés, feita para disfarçar a incompetência", acusa. "As pescas da Madeira estão a ser tratadas como um problema, quando são um sector vital", acrescenta.

O parlamentar acusa ainda a Direção Regional das Pescas de "gerir o sector sem visão, sem coragem e sem respeito", afirmando que "está dominada por pessoas mais interessadas nos seus próprios negócios do que em dignificar pescadores e armadores". E reforça: "O sector das pescas está a morrer – não por falta de trabalho dos pescadores e armadores, mas por causa de uma liderança incompetente e sem coragem. Enquanto os equipamentos apodrecem, impõem-se limites artificiais para esconder o falhanço. Isto é uma vergonha inaceitável."

Francisco Gomes garante que o CH "continuará a denunciar a realidade das pescas e a exigir responsabilidade política", defendendo que "a Madeira não pode continuar a perder um sector essencial devido à má gestão de quem deveria protegê-lo". E conclui: "Os pescadores fazem a sua parte todos os dias. Quem não faz a sua são os responsáveis políticos. O CHEGA não ficará calado perante a destruição lenta e deliberada das pescas da Madeira. Não nos vão calar."