Exportação do Soft Power
As indústrias criativas constituem o pulsar de um Triângulo Estratégico do Eixo Atlântico que fala português. Este eixo transcende fronteiras geográficas, unindo Europa, África e América através dos países de língua portuguesa, capitalizando o talento, a criatividade e a inovação da sua massa cinzenta. Elas não são apenas um setor económico, mas um símbolo de resistência e afirmação cultural no palco global.
A cultura é uma “ferramenta poderosa” de cooperação, consolidando uma aliança que serve de modelo de integração e desenvolvimento sustentável. Representa a aceleração económica de um setor que gera um Valor Acrescentado Bruto significativo — cerca de 3,2 mil milhões de euros em Portugal, em 2023 —, transformando a criatividade e a propriedade intelectual em bens exportáveis.
A identidade comum de projetos como a “Cimeira Atlântica das Indústrias Criativas” e ou do “World Creativity Day” visam unir criativos da lusofonia, criando uma rede profissional que utiliza a língua comum como base para a produção de conteúdos globais. As indústrias criativas funcionam como o “cartão de visita” da lusofonia, permitindo que esta se posicione de forma distintiva através da exportação de soft power.
Através do design, da música, da arquitetura, do entretenimento, das artes performativas e do audiovisual, os países de língua portuguesa afirmam a sua identidade nos cinco continentes. Tem sido extremamente interessante constatar o papel das redes de cooperação internacional no fomento à internacionalização; temos assistido a políticas que impulsionam o progresso interno através da troca criativa, criando uma “montra global” com iniciativas que tornam espaços, regiões e países em laboratórios de ideias, potenciando a criação de riqueza e emprego qualificado.
Ao investir na criatividade, o Eixo Atlântico não exporta apenas produtos; exporta uma forma de estar e uma linguagem que comunica inovação, tornando-se um marco de soberania cultural e competitividade internacional.