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Parlamento aprova votos de pesar pelas mortes de Clara Pinto Correia e da fadista Anita Guerreiro

A actriz e fadista Anita Guerreiro, de 89 anos, morreu no início do mês de Dezembro, pouco depois da meia-noite, durante o sono na Casa do Artista, em Lisboa.
A actriz e fadista Anita Guerreiro, de 89 anos, morreu no início do mês de Dezembro, pouco depois da meia-noite, durante o sono na Casa do Artista, em Lisboa., Foto Global

A Assembleia da República aprovou hoje votos de pesar pelas mortes da bióloga e escritora Clara Pinto Correia, da antiga presidente da Academia Portuguesa da História Manuela Mendonça e da fadista Anita Guerreiro.

Num voto de pesar refere-se que Clara Pinto Correia destacou-se enquanto "figura singular da cultura contemporânea portuguesa, cruzava literatura, biologia, comunicação científica e memória pessoal nas suas múltiplas intervenções".

Segundo a nota, o falecimento de Clara Pinto Correia "representa uma enorme perda para a literatura portuguesa, para a comunidade científica e académica e para todos os que, ao longo dos anos, acompanharam o seu trabalho e reconhecem o seu talento". 

A Assembleia da República endereçou também as condolências à família de Manuela Mendonça, antiga presidente da Academia Portuguesa da História. 

No voto apresentado pelo PS destacou-se "a sua extensa produção bibliográfica e do seu notável percurso académico e em funções públicas", o "forte empenho cívico", bem como o seu "trabalho junto da comunidade cigana", reconhecido "nacional e internacionalmente, sendo identificada como uma referência na integração e defesa da dignidade de populações historicamente marginalizadas".

No texto sobre a morte da fadista e atriz Anita Guerreiro, nome artístico de Bebiana Guerreiro Rocha Cardinali, distinguiu-se o seu contributo à cidade de Lisboa pela forma decisiva como se destacou na "preservação e promoção das tradições lisboetas, tornando-se um rosto simbólico da identidade cultural da capital".

Foi aprovado ainda o pesar apresentado pelo PAN pelo falecimento da atriz francesa Brigitte Bardot, com abstenções do BE, PCP e Livre.

No texto, refere-se que Brigitte Bardot evidenciou-se no panorama cinematográfico a nível intencional, mas também pela criação da Fundação Brigitte Bardot, "organização dedicada à proteção animal, ao combate aos maus-tratos, ao abandono e à exploração de animais, bem como à promoção de políticas públicas mais exigentes em matéria de bem-estar animal".

O parlamento aprovou ainda por unanimidade um voto de pesar apresentado pelo CDS-PP pela morte do empresário de António Oliveira, que recebeu em 2025 a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Empresarial.