ONG pede aos EUA que libertem presos políticos e travem ministro do Interior
Uma organização de exilados políticos venezuelanos pediu quarta-feira ao Governo norte-americano que intervenha na libertação incondicional de todos os presos políticos na Venezuela e que acabe com a influência do ministro do Interior, Diosdado Cabello.
"Solicitamos respeitosamente que o Governo dos Estados Unidos, no âmbito das suas políticas em relação à Venezuela, priorize e aja decisivamente em relação a estes dois pontos: a libertação incondicional de todos os presos políticos e medidas eficazes para impedir que Diosdado Cabello continue a exercer poder de facto para bloquear a mudança democrática", destacou o grupo em comunicado.
A organização não-governamental (ONG) Venezuelanos Perseguidos Políticos no Exílio (VEPPEX) acrescentou que a situação "é complexa", mas reiterou que estas duas exigências são "básicas e urgentes" para construir confiança e avançar para a normalização democrática do país.
Caso o poder de Cabello, a figura número dois do chavismo, não seja neutralizado, a organização alertou que "qualquer transição será extremamente frágil e reversível".
A ONG acusou ainda Cabello de participação em "tráfico de droga, corrupção e graves violações dos direitos humanos".
O grupo de venezuelanos exilados tinha pedido, no fim de semana, a detenção de vários altos funcionários do regime venezuelano, além de Cabello, incluindo o ministro da Defesa, Vladimir Padrino Lopez, a presidente interina, Delcy Rodríguez e o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
Os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque contra a Venezuela para prender o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Delcy Rodriguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.
Na segunda-feira, Maduro e a mulher prestaram breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.