Seguro deixa debate "na lama" para outros e não quer "eternizar lei das quotas"
O candidato presidencial António José Seguro afirmou hoje que o debate feito "na lama" é "para outros" e, num almoço maioritariamente com mulheres, rejeitou "eternizar a lei das quotas", apesar de ter sempre defendido a sua implementação.
"Nós precisamos de elevar o debate público. Não permitam que o debate destas presidenciais seja um debate feito na lama. Isso é para outros. Um debate na lama visa enfraquecer a democracia, e nós estamos nesta campanha para engrandecer a democracia, para fortalecer a democracia", disse hoje num almoço com apoiantes na Assembleia Municipal de Lisboa.
No evento dedicado à Agenda pela Igualdade, Seguro voltou a insistir que "há muitas mulheres que têm sido deixadas para trás".
"A desigualdade salarial é uma dessas dimensões. Como é que é possível, passados 50 anos do 25 de Abril, ainda possa haver diferença salarial quando as mulheres e os homens desempenham as mesmas funções?", questionou.
Para Seguro, "o mesmo acontece nas lideranças", defendendo que é necessário ter "lideranças na diversidade", em que "as mulheres possam aceder a esses cargos".
"Eu fiz parte de um Governo numa altura em que se decidiu avançar para as quotas em Portugal. Foi uma boa decisão, mas eu pertenço àqueles que, nessa altura, consideravam e consideram que essa é uma boa decisão que deve ser transitória", recordou.
De acordo com o ex-líder do PS, "não se pode eternizar a lei das quotas", devendo ser "transitória para permitir algo que deve ser natural: é que homens e mulheres devam ter a mesmas igualdades e oportunidades".