Mais de 33,4 milhões de peregrinos foram a Roma para o Jubileu da Esperança
Mais de 33,4 milhões de peregrinos de 185 países deslocaram-se a Roma entre 24 de dezembro de 2024 e 5 de Janeiro de 2026, para o Jubileu da Esperança, inaugurado pelo papa Francisco e que será encerrado pelo Leão XIV esta terça-feira.
Este é um Jubileu raro, que foi aberto por um papa e será encerrado por outro.
O papa Leão XIV vai encerrar oficialmente o Ano Santo esta terça-feira, fechando a 'porta santa' da basílica de S. Pedro, coroando um ano intenso de audiências especiais, missas e encontros que dominaram os seus primeiros meses como papa e, de muitas formas, colocaram a sua própria agenda em segundo plano.
Para o Vaticano, o Ano Santo é uma tradição secular de fiéis que peregrinam a Roma de 25 em 25 anos para visitar os túmulos de São Pedro e São Paulo e receber indulgências para o perdão dos seus pecados, caso passem a Porta Santa.
O Vaticano anunciou hoje que participaram 33.475.369 peregrinos, sendo a Itália, os Estados Unidos e a Espanha as nacionalidades mais representadas.
Mas, numa conferência de imprensa, o organizador do Ano Santo no Vaticano, o arcebispo Rino Fisichella, reconheceu que o número era apenas uma estimativa e poderia incluir contagens duplicadas.
O Vaticano chegou a este número combinando a quantidade de pessoas que se inscreveram oficialmente para os eventos do Jubileu, os contadores voluntários de público nas basílicas da região de Roma e as câmaras de circuito fechado da Basílica de São Pedro, que registaram cerca de 25.000 a 30.000 pessoas por dia a atravessar o limiar da 'porta santa'.
O número oficial ultrapassou os 31,7 milhões de pessoas originalmente previstos por um estudo realizado pela Universidade Roma Tre.
O Vaticano afirmou ter registado um aumento constante de participação após a morte do Papa Francisco em abril e a eleição de Leão XIV, uma transição que fez deste Ano Santo o segundo na história a ser aberto por um papa e encerrado por outro.
Em 1700, o papa Inocêncio XII abriu o Jubileu e o Clemente XI encerrou-o após a morte de Inocêncio.
O presidente da Câmara de Roma, Roberto Gualtieri, afirmou que 110 dos 117 projetos de obras públicas inicialmente associados ao Jubileu foram concluídos, incluindo o mais audaz, uma praça pedonal no final da Via della Conciliazione, em frente à Basílica de São Pedro, que exigiu o desvio do trânsito para um túnel subterrâneo.
Para Roma, o evento é uma oportunidade de aproveitar cerca de 4 mil milhões de euros em fundos públicos para realizar projetos há muito adiados.