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PS pede maior pressão da República para a libertação dos presos políticos na Venezuela

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O deputado do PS-Madeira à Assembleia da República, Emanuel Câmara, defendeu esta quinta-feira, 29 de Janeiro, maior empenho e pressão do Governo da República junto das autoridades venezuelanas, com vista à libertação dos presos políticos lusodescendentes detidos na Venezuela.

Emanuel Câmara, juntamente com o vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS responsável pela área dos Negócios Estrangeiros, João Torres, esteve esta tarde reunido com um grupo de elementos do ‘Comando Con Venezuela’, movimento ligado à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado. Uma ocasião para abordar o momento político e social que se vive naquele país, com o foco apontado aos portugueses e lusodescendentes detidos pelo regime e que, praticamente um mês depois da captura de Nicolás Maduro, continuam privados da liberdade. Uma oportunidade para ouvir, de viva voz, da parte dos filhos de três detidos, o sentimento de injustiça, angústia e sofrimento porque que passam as respetivas famílias.

Numa altura em que apenas uma presa lusodescendente foi libertada, Emanuel Câmara alerta para a urgência de o Governo português exercer uma maior pressão política e diplomática, no sentido de garantir o mesmo desfecho para os restantes cidadãos que continuam detidos.

“Temos assistido à libertação de presos políticos de países como Espanha, Itália ou Alemanha, algo que decorre em grande parte da ação diplomática dos Governos desses países”, deu conta Emanuel Câmara, lamentando o facto de não se verificar o mesmo em relação aos cidadãos lusodescendentes. “O Governo de Portugal tem de ter uma intervenção mais firme e determinada. Estamos a falar de vidas que estão suspensas, de cidadãos que não cometeram qualquer crime e que foram presos às mãos de um regime intolerante e opressor”, declarou, frisando a necessidade de maior acção por parte do Estado.