Rendas na Madeira sobem mais de 21% num mês e atingem 1.700 euros em Janeiro
O mercado imobiliário na Região Autónoma da Madeira voltou a evidenciar forte pressão no início de 2026, com subidas expressivas tanto no arrendamento como na venda, segundo o Barómetro Geral de Janeiro de 2026 divulgado pelo portal imobiliário Imovirtual.
No segmento do arrendamento, a renda média na Madeira atingiu os 1.700 euros em Janeiro, registando um aumento mensal de 21,4% e uma subida homóloga de 13,3%. Apesar de, em termos globais, as regiões autónomas apresentarem uma ligeira correcção para uma média regional de 850 euros, a Madeira destacou-se novamente como um dos mercados mais pressionados do país.
A nível nacional, a renda média alcançou os 1.450 euros, reflectindo uma subida de 7,4% face a Dezembro e um crescimento homólogo de 16%, confirmando a continuidade da pressão no mercado de arrendamento.
Também no mercado de compra e venda, a Madeira manteve uma trajectória de forte valorização. O preço médio de venda na Região fixou-se nos 600.000 euros em Janeiro, com um aumento mensal de 4,3% e uma subida homóloga de 17,6%, permanecendo entre os mercados mais valorizados do país.
No conjunto das regiões autónomas, o preço médio de venda atingiu os 300.000 euros, o que corresponde a uma valorização homóloga de 41,2%. Em termos nacionais, o preço médio de venda situou-se nos 435.000 euros, com um crescimento anual de 11,5%.
De acordo com o Imovirtual, os dados de Janeiro confirmam que o arrendamento continua a crescer a um ritmo superior ao da venda, intensificando a pressão sobre o acesso à habitação, em particular nos grandes centros urbanos, no Sul e em algumas regiões insulares, como a Madeira. Em paralelo, o mercado de compra mantém uma trajectória de valorização consistente no início de 2026.