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Sobe para 15 total de mortos nas cheias de Janeiro em Moçambique

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Foto Lusa

O número de mortos nas cheias das últimas semanas em Moçambique subiu hoje para 15, com 700 mil afetados, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

De acordo com a base de dados do INGD, a que a Lusa teve acesso e com dados até às 14:00 (12:00 de Lisboa) de hoje, as cheias que se registam em vários pontos do país já afetaram 699.924 pessoas, equivalente a 165.494 famílias, ainda com 15 mortos - mais um face a terça-feira -, 3.527 casas parcialmente destruídas, 794 totalmente destruídas e 165.946 inundadas.

Os dados do INGD referem ainda 45 feridos e, agora, dez desaparecidos na sequência destas cheias, desde 07 de janeiro, numa altura em que famílias ainda aguardam socorro no sul de Moçambique.

Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as últimas semanas de cheias, há registo de 139 mortos, além de 148 feridos e de 820.802 pessoas afetadas, segundo os dados do INGD.

Até 16 de janeiro, era referido o total de 103 óbitos e 173 mil pessoas afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique (que vai de outubro a abril), avançou nesse dia o Governo, decretando de seguida o alerta vermelho nacional.

Segundo os dados de hoje, estão atualmente ativos 98 centros de acomodação, com 94.521 pessoas. Nesta atualização, contabiliza-se ainda que foram afetadas desde 07 de janeiro 229 unidades sanitárias e 328 escolas, quatro pontes e 1.424 quilómetros de estrada.

O registo do INGD aponta ainda para 354.597 hectares de área agrícola afetados, dos quais 228.610 hectares dados como perdidos, atingindo a atividade de 264.329 agricultores, além da morte de 325.578 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

Prosseguem ações e tentativas de socorro de famílias sitiadas pelas cheias, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas durante vários dias, que têm levado as barragens, incluindo dos países vizinhos, a realizarem descargas, por falta de capacidade de encaixe.

A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Noruega e Japão, além de países vizinhos, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.

Estão envolvidos nas operações de resgate mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo da África do Sul, bem como embarcações privadas e da Marinha de Guerra.