Casa Branca responde a Starmer que EUA fizeram mais pela NATO do que "todos os aliados juntos"
A Casa Branca afirmou sexta-feira que os Estados Unidos fizeram "mais pela NATO do que todos os aliados juntos", em resposta a críticas do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, à desvalorização por Donald Trump do contributo militar aliado.
As declarações do Presidente norte-americano de que os aliados da NATO "se mantiveram um pouco afastados da linha da frente" no Afeganistão foram classificadas por Starmer como "insultuosas e francamente chocantes".
Confrontada com a reação do chefe o governo britânico, a porta-voz da Casa Branca Taylor Rogers afirmou que "o Presidente Trump tem toda a razão: os Estados Unidos fizeram mais pela NATO do que todos os outros países da aliança juntos".
Numa entrevista concedida na quinta-feira ao canal norte-americano Fox News, Donald Trump alegou que as tropas dos outros países da NATO "permaneceram um pouco afastadas da linha da frente" no Afeganistão.
Trump referia-se à intervenção da coligação internacional liderada por Washington para expulsar a rede terrorista Al-Qaida, na sequência dos atentados de 11 de setembro de 2001.
Mais de 150 mil soldados britânicos serviram no Afeganistão nos anos após a invasão liderada pelos EUA em 2001, o maior contingente depois do norte-americano, e 457 morreram na campanha.
Em declarações aos jornalistas transmitidas pela emissora britânica BBC, Keir Starmer prestou homenagem aos 457 militares britânicos que morreram em serviço no Afeganistão e aos milhares feridos.
"Nunca esquecerei a coragem, a bravura e o sacrifício que fizeram pelo país", disse, acrescentando considerar as declarações de Donald Trump "insultuosas e, francamente, chocantes".
"Se eu me tivesse expressado mal dessa forma, ou dito essas palavras, certamente pediria desculpas", vincou.
A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, e familiares das vítimas urgiram Starmer a exigir um pedido de desculpas a Trump.
"Acho que o primeiro-ministro deveria pedir desculpas e exigir uma retratação ou um esclarecimento sobre essas declarações", afirmou à estação Sky News.
"Esses soldados britânicos devem ser lembrados por quem eram: heróis que deram a vida ao serviço da nossa nação", escreveu o ministro da Defesa britânico, John Healey, na rede social X.